Depois dos protestos que deixaram a classe política brasileira completamente assustada, eis que as vozes das ruas estão silenciosas. É como se tudo tivesse voltado à rotina. E voltou, sim.
O temor sentido pelos políticos desapareceu. Tantas promessas feitas pelo Congresso Nacional e pela presidente Dilma encontraram barreiras e não foram adiante.
É preciso que o povo volte a exigir que as mudanças ocorram efetivamente, caso contrário, poucos, ou nenhum, avanços serão alcançados. E o PODER É DO POVO. As ruas mostraram isso.
Terá sido tudo o que foi prometido - reforma política, constituinte exclusiva, plebiscito ou mesmo referendo, dois anos a serviço dos mais pobres para quem desejasse se graduar em medicina, um engodo? Sim, foi sim, até agora.
Depois do Programa “Mais Médicos”, agora a presidente Dilma avalia a importação de engenheiros. É que as prefeituras reclamam da falta de gente qualificada para elaborar projeto básico e executivo, fundamental para que os municípios recebam recursos da União.
Aqui em Alagoas os assassinatos continuam a ocorrer sem que nada aponte para alguma solução. O governador Vilela mantém um silêncio temeroso. Estamos entregues ao caos e ao acaso.
A Assembleia Legislativa permanece sangrando sob suspeita de irregularidades.
O prefeito Rui Palmeira explica que não há como implantar o passe livre na capital.
Nas ruas de Maceió comerciantes tomam pra si as calçadas e jogam o povo pra disputar o espaço com os automóveis. A Avenida João Davino é um exemplo. Farmácias, hotéis, enfim, tomaram o que é do pedestre. E ninguém faz nada.
O gigante voltou a dormir.