Minha homenagem ao dia dos advogados foi escrita e rescrita algumas vezes, até que, enfim, deparei-me com as palavras de nosso presidente – da OAB/AL – Thiago Bomfim, e me inspirei.
Suas palavras me remetem ao fato de que realmente “deve, pois, a sociedade como um todo, buscar o fortalecimento institucional da OAB e o respeito às prerrogativas do advogado, já que estes representam, em verdade, a consolidação dos valores sobre os quais se assenta a própria democracia”. Agindo pelo fortalecimento da classe, pela resistência do advogado frente às demais Instituições Jurisdicionais, que insistem em diminuí-lo numa “guerra fria”, a sociedade estará preservando a si própria, pois quanto maior a advocacia, menores serão os abusos e excessos estatais e institucionais.
Mas, por outro lado, a sociedade só entenderá o tamanho da OAB se esta realmente sair da neutralidade “em tempos de crise moral” evitando o “sombrio inferno” de Dante Alighieri.
As palavras de Bomfim são caras e cirurgicamente certeiras: “A Ordem dos Advogados do Brasil, instituição de classe que, a um só tempo, congrega os advogados e representa os mais caros ideais democráticos (...)”. Isso mesmo, por isso que nossa OAB deve ser forte e vigilante, preservar muito mais do que interesses particulares de clientes, defender os interesses sociais e coletivos, o interesse público sobre o privado.
Especialmente porque a OAB não é feita por um advogado, mas por milhares – literalmente – não sendo necessariamente uma máxima que a defesa dos interesses da sociedade seja uma afronta a interesses particulares.
Agir pela preservação de direitos individuais também é preservar direitos sociais, mas a neutralidade não, esta só leva à pequeneza da covardia.
“Defender a Ordem Jurídica e o Estado Democrático nem sempre fazem do advogado uma figura popular. (...) por mais que a opinião pública pressione em sentido contrário, são a Constituição e as leis do país que devem prevalecer”, exatamente. Daí porque Ordem nenhuma deve ser pautada pela imprensa ou por opinião e clamor popular, mas por seus próprios valores, aqueles arraigados na mesma Constituição Federal que juramos – advogados – defender e respeitar.
E “vigília cívica, missão constante da OAB,” não pode ser esquecida ou abandonada por receio em recair nos mesmos erros do passado, quando o problema não era a ação, mas os excessos na ação.
“O advogado é essencial à manutenção da democracia, representando a barreira que impede que a arbitrariedade e o totalitarismo, por vezes disfarçados por uma aura de aparente democracia, prevaleçam em detrimento dos valores democráticos que fundam e sustentam a República Brasileira”.
Para fugir da sedução da pseudo-democracia é necessário que a sociedade confie e respeite a OAB, para tanto a Ordem deve conquistar essa sociedade. Só com o apoio incondicional dos cidadãos, o advogado será verdadeiramente respeitado e a OAB representará “os mais caros ideais democráticos”.
Aos colegas advogados minha mais sincera homenagem e admiração. Poucos sabem o quão estafante e desgastante é o nosso trabalho, mas nossas recompensas diárias vão muito além do trabalho pelo dinheiro, se funda na satisfação de ver direitos serem respeitados e a Justiça sendo alcançada.
Meu mais profundo respeito e admiração por todos aqueles que entendem que prerrogativas são defendidas no dia-a-dia, na união de forças e no apoio inconteste da sociedade.