Com um número inexpressivo de participantes militares se reuniram na tarde desta terça-feira (30), na Praça Marechal Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas para fazer um ato contra a violência e pela valorização profissional.

Entre as diversas reivindicações apontadas pela categoria está o realinhamento da tabela de subsídios e a mudança na estrutura da segurança pública. “É visível o incremento de recursos federais no Estado haja vista a presença da Força Nacional e novas viaturas .  No entanto a segurança de fato está sucateada. Os índices de violência só aumentam”, destacou o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, Wagner Simas.

Outro ponto defendido pelos manifestantes  é a redução da jornada de trabalho. Segundo Simas, “atualmente existem militares que executam uma jornada de 240 horas semanais. Essa é uma carga muito grande. Desgasta demais o militar. Devido à extensa carga horária os trabalhadores tem se afastado para a reserva e ficado doentes. Uma média de 800 militares se encontram indisponíveis para o serviço e estão com licença médica”, afirmou o militar.

A categoria também reivindica o chamamento dos mil candidatos concursados uma vez que na ativa atualmente estão apenas seis mil militares quando deveriam ser 13.500.

Depois de muitos anos dedicados a trabalhar na defesa dos cidadãos, o Cabo Lopes revelou estar indignado com a situação atual. “Estou na reserva e sinto que cada vez mais a categoria está sendo desvalorizada. A falta de reajuste salarial é um desrespeito a quem dedicou anos de sua vida para salvaguardar a comunidade”, desabafou o militar.

Apesar de não ter conseguido reunir um numero expressivo de manifestantes,  os participantes do ato ficaram na Praça dos Martírios com faixas e caso houvesse um número mais representativo fariam uma caminhada pelas ruas do Centro da cidade.