A decisão dos rodoviários de não circularem pelo Pontal da Barra, nesta segunda-feira (08), culminou em revolta de moradores da região, que bloquearam por volta das 11h a Avenida Assis Chateaubriand. O protesto interrompeu o trânsito nos dois sentidos da via, formando um longo congestionamento na avenida e na rodovia estadual AL 101 Sul.
Os ônibus deixaram de circular após um incidente na noite deste domingo que por pouco não terminava em tragédia. Um policial teria discutido com o motorista de um coletivo da empresa Veleiro e efetuado vários disparos de arma de fogo no terminal rodoviário no bairro. A situação causou revolta entre motoristas e cobradores.
A reivindicação dos moradores é de que os ônibus voltem a circular, já que muitas pessoas dependem do transporte coletivo para seguir ao trabalho. Uma equipe do Gerenciamento de Crise da Polícia Militar foi ao local para negociar com a população e liberar o trânsito.
Bancos ‘invadidos’ por sem terras
Oito agências do Banco do Brasil foram ocupadas pela manhã por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Segundo o grupo, a manifestação acontece após o recolhimento por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de recursos destinados às famílias de assentados.
Em todo país acontecem manifestações simultâneas nas agências do Banco do Brasil. Por conta das ocupações, as agências estão impedidas de funcionar. No estado, foram ocupadas as agências de Batalha, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Novo Lino, São Luís do Quitunde, Atalaia. Em Maceió, a agência ocupada foi a localizada na Rua do Livramento, no Centro.
Somente em Alagoas, o montante de cerca de R$ 60 milhões foi retirado de contas do BB referentes a pagamentos de créditos para produção, habitação e outros benefícios ao qual têm direito as famílias dos assentamentos. As agências ocupadas estão impedidas de funcionar, sob protesto dos trabalhadores. Os movimentos culpam o governo federal pela irresponsabilidade, que tem consequências graves na descontinuidade da política de Reforma Agrária.
Também pela manhã, funcionários do Porto protestam e bloqueiam a entrada e saída do local ateando fogo em pneus. O grupo obstruiu entrada do Porto impedindo carga e descarga de caminhões. O Bope foi acionado.

