A bancada federal de Alagoas (leia-se deputados e senadores) foi contra a proposta de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigaria gastos públicos com a Copa do Mundo de 2014. De Alagoas, apenas o deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) assinou a CPMI da Copa.
De autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), a instalação da Comissão Mista investigará irregularidades no uso de recursos públicos nas obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014, como também, inclui a Copa das Confederações - preliminar do certame mundial.
Segundo o que foi divulgado no site Diário do Poder, a presidente Dilma Rousseff (PT) está tentando impedir a instauração da CPMI para que sua popularidade e imagem não sejam mais prejudicadas Brasil afora.
No entanto, revela o site, cogita-se que a decisão decorre do temor de uma maior queda de popularidade da presidente, tendo em vista possíveis escândalos e exposições que poderiam aflorar das investigações propostas. O foco no tema poderia causar ainda mais desgaste e oportunidade para ataques por parte de opositores.
Porém, nas duas sessões realizadas para apreciar a matéria, 159 deputados e 24 senadores pediram que a CPMI fosse instalada. O requerimento de instalação, ao qual o Diário do Poder teve acesso, revelou que, das 159 assinaturas recolhidas na Câmara, 60 são de deputados governistas. No Senado, das 24 assinaturas, oito foram de aliados dissidentes. São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para protocolar o documento.
As obras da Copa sofreram denúncias de corrupção por diversas figuras públicas, inclusive, pelo deputado Romário (PSB), o qual declarou que veio a ser "o maior roubo da história do Brasil". Além de irregularidades no uso de recursos públicos nas obras de infraestrutura da Copa, estimados em 28 bilhões, a CPMI investigará também a Copa das Confederações.
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Com informações do Diário do Poder


