Como se diz no interior, a rapidez do governador Vilela ao criticar e jogar a culpa pelo alagamento das casas do Programa de Reconstrução ao querer responsabilizar a Caixa Econômica e as construtoras, o fez engolir mosca.
Travestido de mocinho-xerife de filme do velho oeste italiano, apontou logo o dedo acusador e depois a pistola engatilhada e disparou; bang, bang!
Só que os disparos saíram pela culatra.
Que coisa. Um documento comprova que um vereador do PSDB de União dos Palmares fez o alerta sobre o risco do terreno escolhido pelo Governo do Estado dada a proximidade de um riacho.
Depois de uma saraiva de críticas nas redes sociais, blogs e etc, Vilela silenciou, sumiu, tomou doril, se escafedeu e ninguém viu!
Agora, falando sério; se foi enganado com informações da secretaria Estadual de Infraestrutura, deveria demitir o secretário Marcos Fireman.
Mas, isso é improvável e o histórico revela. Ora, se uma delegacia explodiu matando e ferindo pessoas e ninguém foi punido; se os tetos de escolas desabaram e ninguém foi responsabilizado, é claro que Vilela nada vai fazer, a não ser dar uma mergulhada, se calar, ficar quieto e esperar a coisa esfriar.
Ele não vai reclamar, punir, nem deixar de lado Marcos Fireman. O secretário de infraestrutura tem muita influência no setor da Construção Civil.
É fundamental que o MP efetivamente entre no caso para saber se as construtoras sabiam dos riscos de alagamento por conta da proximidade com o riacho. Se sabiam, o que fizeram ou deixaram e fazer?
Algo não está cheirando bem nessa história.
Falta seriedade aos gestores alagoanos.
Que coisa feia e triste.