Fiquei surpreso, boquiaberto e quase sem ação com a rapidez, com o célere posicionamento do governador Vilela com relação às casas da reconstrução que foram alagadas no interior de Alagoas, especialmente em União dos Palmares.
Para tanto usou o twitter. Foi duro e acusador ao considerar absurdo o alagamento e, se dizendo indignado, prometeu cobrar explicações a Caixa Econômica Federal e as construtoras.
Entretanto, fiquei sem entender um monte de coisas, daí porque fiquei meio perdido, pensativo, embasbacado. Ora, bolas, quem coordena o Programa da Reconstrução das vítimas da cheia de 2010 não é o governo de Alagoas?
É.
O vice-governador José Thomaz Nonô não foi escolhido por Vilela para ser o coordenador do Programa?
Foi.
Nas propagandas veiculadas nos meios de comunicação o governo tucano não aparece como pai e mãe do Programa, inclusive entregando as casas e sem citar o Governo Federal? Sim, aparece.
E agora ele quer culpar o Governo Federal e as construtoras?
Quer.
Pois bem, essa mesma rapidez de ação para cobrar responsabilidades é preciso que o governador tenha , exigindo, primeiramente, esclarecimentos do vice-governador e dos órgãos estaduais que acompanharam as obras para saber por que houve o erro e não simplesmente transferir as responsabilidades.
E, aqui eu sugiro, seria gentil e verdadeiro da parte de Vilela pedir desculpas, pessoalmente e pelo twitter, aos moradores das casas alagadas.
Pelo menos dessa vez, se seguir a minha sugestão, agirá como não agiu com os moradores e os familiares das vítimas atingidos pela explosão da DEIC e com os pais, alunos, professores e funcionários que viram os tetos das escolas desabarem.
Nos dois casos, nem uma reprimenda pública nos secretários responsáveis pelas pastas da Defesa Social, Dário César, e da Educação, Rogério Teófilo e depois Adriano Soares.
Nesses casos, o governador silenciou, lembra? O que não fez agora.
Uma pena que a reação agora aponte, apenas, para uma ação de pura esperteza política para atingir o ex-presidente Lula – que no mesmo instante das enchentes de 2010 desembarcou em Alagoas para observar a catástrofe e trazer a ajuda da União para os desabrigados -, e a presidente Dilma que deu continuidade as ações do seu antecessor.