A ida do deputado federal Alexandre Toledo do PSDB para o PSB já está autorizada. O discurso inicial de que poderá ser candidato ao governo para que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tenha um palanque em Alagoas é mais um daqueles blefes tão comuns no meio político quanto assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.
Convenhamos caro leitor, Toledo não tem envergadura política para entrar na disputa majoritária, nem motivo para se sacrificar objetivando apenas ajudar o presidenciável Eduardo Campos.
Na última vez em que foi prefeito de Penedo deixou o cargo para o seu vice, Israel Saldanha, que encarou uma grave crise financeira e administrativa. Logo depois Saldanha foi candidato a Prefeito e levou tromba.
Bom, mas Alexandre Toledo deixou a Prefeitura para ser candidato a deputado federal. Não se elegeu, ficou na suplência. Ganhou de presente o cargo de secretário de Saúde do governador Vilela.
Por lá, e para o povo, não deixou marca alguma de gestor competente. Ao contrário. Todavia, por estratégia agiu silenciosamente e não deu as caras pra nada. Fez certo. O setor era e é um dos graves problemas do governo tucano em Alagoas. Portanto, ninguém liga o seu nome e a sua imagem como um dos responsáveis pelo descaso com a saúde pública. Não liga, veja bem, por enquanto, ou enquanto não interessar, assim como o fiasco que foi o seu último mandato em Penedo.
O que está em construção, na verdade, é um esquema para colocá-lo em um partido onde terá facilidade maior de eleição. E é isso que a Cooperativa dos Usineiros, setor ao qual Toledo e Vilela são umbilicalmente ligados, pretende. O PSB com Givaldo Carimbão e Alexandre Toledo dificilmente um deles deixará de ser eleito. E provavelmente o mais votado será Alexandre Toledo, por uma simples questão chamada “estrutura de campanha”. Além do apoio da Cooperativa é querido pelo governador e pelo vice José Thomaz Nonô.
Ciente do risco que corre o deputado federal Givaldo Carimbão, que vinha construindo uma chapa cuja soma de votos garantiria o seu retorno a Câmara dos Deputados, sabe que está sozinho. Até mesmo o presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos, está na jogada. E que ninguém se engane, pois, Campos, é muitíssimo ligado aos usineiros nordestinos e vai precisar do “apoio” da classe para a sua corrida à Presidência da República.
E um ou outro cadáver deixado para trás, é parte do jogo bruto que é a política.
Afinal de contas, esse ofício é uma arte que faz vítimas, sem rancor e sem amor.