A fim de oferecer alternativa de geração de emprego e renda permanente no semiárido de Alagoas, o senador Benedito de Lira (PP-AL) conseguiu assegurar R$ 4 milhões para tirar do papel um projeto para incentivar o cultivo de caju por agricultores familiares.
Nesta semana, o parlamentar se reuniu com técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e prefeitos de dez municípios para mostrar os próximos passos da iniciativa.
Na primeira etapa do projeto, participarão os municípios de Coruripe, Delmiro Gouveia, Estrela de Alagoas, Feira Grande, Lagoa da Canoa, Mata Grande, Olho D´Água do Casado, Olho D´Água das Flores, Piaçabuçu e Piranhas.
Serão beneficiadas cerca de 1.200 famílias de agricultores que receberão 2 hectares plantados de caju, orientação técnica e acompanhamento da Embrapa.
Segundo estimativas preliminares, a produção do caju e derivados poderá render entre R$ 800 e R$ 1.200. “É um investimento de pouca monta, mas com retorno extraordinário. Além de ser uma planta adaptada à estiagem, aproveita-se todo o fruto e os derivados geram valor agregado ao produto”, defendeu Benedito de Lira.
O senador explicou que defendeu o financiamento deste projeto em Alagoas depois de conhecer experiências bem-sucedidas no Ceará e no Piauí. “ "Em 2 ou 3 anos, no máximo, tempo de maturação do cajueiro, tenho ceretza de que milhares sairao da pendenga da fome e da seca porque terão um meio de sobreviv~encia através do seu trabalho, numa atividade familiar que vai trazer rendimentos."
Outro atrativo para esta cultura é o tamanho do mercado internacional e o valor agregado que pode ser gerado em produtos como doces, licores, compotas, etc. O agronegócio do caju movimenta cerca de 2,4 bilhões de dólares por ano só nos Estados Unidos e Canadá, que respondem por cerca de 80% das importações.
Para conseguir os recursos para a implantação do projeto, o parlamentar se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, e com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, diversas vezes em 2012.
“Além dos ministros, a participação do presidente da Codevasf, Elmo Vaz, do diretor de Desenvolvimento e Infraestrutura, Guilherme Gonçalves, da gerente de Desenvolvimento Territorial, Kênia Marcelino, e da Superintendência de Alagoas foram fundamentais para a concretização desta ideia”, registrou Benedito de Lira.
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