A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reuniu, nesta sexta-feira (8), no auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc), localizado no bairro Poço, os diretores de escolas municipais localizados nos I e VII Distritos Sanitários de Maceió. O objetivo do encontro foi orientá-los sobre a Campanha de Detecção de Hanseníase, que tem o propósito de detectar a doença em 103 mil estudantes com idades entre 5 e 14 anos.

Durante o encontro, os diretores foram informados sobre o cronograma de execução da campanha, que irá ocorrer de 18 a 22 deste mês. Eles também foram orientados sobre o papel que deve ser desempenhado pelos professores, além de receberam cartazes e fichas de autoimagem, que serão entregues aos pais e responsáveis, para que sejam preenchidos e devolvidos aos professores.

De acordo com a diretora estadual de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, nas fichas de autoimagem, que poderão ser preenchidas inclusive por pais analfabetos, estará especificada se a criança ou adolescente possui alguma mancha, que é a principal característica das vítimas da Hanseníase. Após a campanha, as fichas serão recolhidas pelos técnicos das Vigilâncias Epidemiológicas Estadual e Municipal, que irão realizar a identificação das prováveis vítimas e submetê-las ao exame clínico, que irá detectar ou não a patologia.

“Para o êxito desta campanha temos que contar com o apoio incondicional dos diretores e professores. Eles terão a atribuição de sensibilizar seus alunos sobre a importância de entregarem as fichas aos seus pais e devolvê-las preenchidas nas escolas. Com a detecção dos casos, os alunos serão tratados e, posteriormente, será realizada a busca ativa nos seus familiares, que poderão apresentar o problema e também deverão passar pelo tratamento”, informou Cleide Moreira, ao informar que, nesta sexta-feira (8) os diretores de escolas localizadas nos I e VII Distritos Sanitários serão orientados sobre a campanha.

Cleide Moreira informou que, a Campanha irá ocorrer em Maceió, por ser um município considerado prioritário para realização das ações de eliminação da Hanseníase, causada pelo mycobacterium leprae, e que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. Isso porque, ainda de acordo com Cleide Moreira, a capital alagoana concentra 30% dos cerca de 400 novos casos registrados anualmente em Alagoas.

De acordo com dados do Boletim Epidemiológico da Sesau, em 2012, foram diagnosticados 447 casos novos da doença em Alagoas, correspondendo a um coeficiente de detecção de 12,64 casos por 100.000 habitantes. Um índice que é considerado alto pelos parâmetros nacionais. No caso de Maceió, o coeficiente de detecção é classificado como médio em menores de 15 anos, uma vez que 22 novos casos foram detectados no ano passado.

Sintomas e transmissão – Os principais sintomas da doença estão localizados principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, nas costas, nas nádegas e nas pernas. Mas é importante ressaltar que a patologia tem cura e que o tratamento, que é realizado nas unidades de saúde públicas, pode durar de 6 a 12 meses, caso seja seguido corretamente.

A transmissão da Hanseníase ocorre de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados em gotículas da fala, que são inalados por outras pessoas, penetrando no organismo através da mucosa do nariz. A transmissão também pode ocorrer por meio do contato direto com a pele, através de feridas de doentes.