O projeto “Qualifica Alagoas”, parceria entre a Superintendência Geral de Administração Penitenciária (SGAP) e a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional (Seteq) encerra nesta sexta-feira (8), às 9h, a primeira turma de qualificação dentro do sistema prisional. Mais de 70 reeducandas do presídio feminino Santa Luzia serão beneficiadas e estarão aptas a exercer atividades artesanais como patchwork, que consiste em trabalho com retalhos; customização em tecidos e embalagens para presente. O projeto teve início no dia 21 de janeiro deste ano e carga horária de 100 horas/aula. Durante a solenidade, parte das reeducandas receberão a carteira do artesão, o que vai possibilitar o reconhecimento da profissão.

O encerramento do curso faz parte da programação de comemoração do Dia Internacional da Mulher e contará com a presença do secretário do Trabalho Alberto Sextafeira, do superintendente geral da Administração Penitenciária, tenente-coronel Carlos Luna e de outras autoridades.

A capacitação foi dividida em duas fases. A primeira consistiu na qualificação básica, ou seja, as reeducandas receberam aulas sobre ética profissional, empreendedorismo, gestão de negócios, direitos trabalhistas e etc. Já na segunda etapa as aulas foram práticas voltadas às áreas escolhidas.

Para a gerente da unidade, Ludmilla de Macedo, o curso foi essencial para que as reeducandas pudessem aprender um novo ofício, auxiliando assim no processo de ressocialização. “É uma maneira de aprenderem uma profissão, além de desenvolverem outros valores, como o espírito de trabalho em equipe, a cooperação”, afirmou.

Já o secretário do Trabalho Alberto Sextafeira, que esteve durante toda a semana certificando mulheres em Alagoas em um total de mil contempladas afirmou que encerrar as atividades com as reeducandas só reforça o compromisso do governo do Estado com a inclusão e a inserção de grupos vulneráveis no mercado de trabalho. "A pretensão é ampliar esse benefício, devido ao empenho de todas elas que vêem na qualificação uma esperança para mudar de vida quando reconquistarem a liberdade. A Casa do Trabalhador Autônomo - CTA - será importante nessa intermediação".