Agencia Alagoas

O governador Teotonio Vilela Filho concedeu, nesta segunda-feira (25), entrevista à imprensa na cidade sertaneja de Santana do Ipanema, onde o Governo do Estado se instala oficialmente esta semana.

Teotonio disse que a iniciativa faz parte das ações de trabalho e de solidariedade ao sertanejo frente à estiagem prolongada, que já é considerada a pior seca dos últimos 100 anos. “A instalação do Governo em Santana vai gerar discussões com a comunidade, agricultores, criadores e maior interlocução com as instituições presentes”, defendeu o governador.

A semana de trabalho inicia-se hoje, com a presença de todos os secretários de Estado, dos superintendentes do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e da Caixa Econômica Federal, assim como dos membros do Comitê de Combate à Seca, da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Ministério Público (MP), Tribunal de Justiça (TJ), Sebrae e lideranças políticas.

O chefe do Executivo alagoano considerou o momento difícil, mas assegurou a presença do Governo por meio de ações emergenciais, entre elas a contratação de mais de 200 carros-pipa e a aquisição de farelo de milho e trigo para alimentar o gado, assim como as medidas estruturantes que vão corrigir a carência da água de forma definitiva, como a construção do Canal do Sertão e de pequenas adutoras.

Teotonio disse que todas as ações são interligadas e citou as obras da Adutora do Agreste, com um investimento de R$ 140 milhões, mais R$ 115 milhões para a Adutora da Bacia Leiteira, que beneficia 14 municípios, e R$ 25 milhões para a de Cacimbinhas. “Teremos ainda uma adutora no povoado Piau e outra no município de Dois Riachos. Todas as ações contra os efeitos da seca já somam R$ 400 milhões. É um investimento jamais visto em Alagoas, e demonstra nossa atenção a esse povo tão sofrido. Até o final de 2014, todos os sertanejos terão água tratada nas torneiras”, enfatizou o governador.

Teotonio chegou acompanhado do vice-governador, José Thomaz Nonô, do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo, do senador Benedito de Lira e dos deputados federais Maurício Quintella e Givaldo Carimbão.