O vice-governador de Alagoas, democrata, José Thomaz Nonô, disse em entrevista na TV cananal fechado TNH1 jornalista Miguel Torres,que 90% dos crimes em Alagoas estão vinculados às drogas. E, de acordo com ele, apesar dos esforços do Programa Brasil Mais Seguro, esse não é um problema que dá para resolver em curto prazo.
“É um processo lento”, ressaltou.
Thomaz Nonô, comentou que o crack se espalhou pelo estado nos últimos anos e trouxe consigo o crescimento da violência, que, ainda segundo ele, deixou de ser um problema de Maceió para se tornar um desafio para toda Alagoas.
“Esta é uma realidade que é sentida em todo o Brasil. E o Estado brasileiro ainda não encontrou uma solução”, observou.
Nonô destacou a importância do investimento feito pelo governo em armamento, veículo, câmeras de monitoramento e trabalho de inteligência das polícias. No entanto, ele ressalta que é preciso mais do que isso para deter o avanço das drogas e da violência.
“Não é um problema político-partidário. Há centenas de posições, mas não existe uma resposta fácil para uma situação difícil”, disse o vice-governador.
Para ele, “é uma ilusão achar que vai baixar os índices de violência a zero. Mas nós trabalhamos para reduzir”, complementou.
Apesar do acréscimo nos índices de violência no mês passado, Nonô ressalta que, na média, as taxas estão caindo.
Saúde
Em se tratando da área da saúde, o democrata Nonô reconheceu que a remuneração feita pelo Sistema único de Saúde (SUS) aos profissionais não é satisfatória. No entanto, observou que “a saúde é municipalizada” e que “o papel do Estado é menor do que o do Município”.
De acordo com ele, “a massa de recursos é basicamente municipal”, devido à “transferência de encargos para os municípios”.
O vice-governador acredita que falta uma aproximação maior entre as políticas municipal e estadual, para que se possa trazer melhorias para o setor, “sobretudo no interior”.
Habitação
0 democrata Thomaz Nonô,disse ainda que pelo menos “metade das casas da reconstrução já foram entregues”.
“Alagoas é de longe o estado mais adiantado do país neste sentido”, ressaltou.
No entanto, Nonô observou que tem enfrentado problemas em relação aos cadastros e à burocracia.
De acordo com ele, muitos cadastros ainda não foram entregues pelas prefeituras, que ficaram responsáveis por este processo. “O procedimento burocrático da Caixa Econômica Federal] é outro ponto que contribui para a demora. Mas nós estamos tentando encurtar este espaço de tempo”, relatou.
postado por Tereza Machado
acesse>twitter>@Bsoutomaior










