Os conselheiros tutelares da cidade de Traipu decidiram fechar as portas do órgão. O motivo da paralisação dos trabalhos é decorrente do atraso dos pagamentos. Segundo informações repassadas ao CadaMinuto pelo conselheiro tutelar da cidade, Jônatas Pedro Silva dos Santos, “não é possível realizar o trabalho do órgão sem o pagamento pelo serviço executado”.

O conselheiro informou que o repasse referente ao mês de dezembro ainda não foi efetuado. “Com esse orçamento pagamos o salário dos conselheiros, o aluguel da sede, as contas de água e energia. O telefone do órgão já está cortado. O carro está quebrado e sem condições de andar”, desabafou Santos

A prefeitura já começou a realizar o pagamento de outros serviços com o dinheiro do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), comentou o conselheiro que ainda questionou: “ e a causa da criança e do adolescente? Aonde fica? Quais são as prioridades da atual gestão?”, destacou Jônatas Pedro.

O conselheiro tutelar disse ainda que foi protocolado em tempo hábil o documento para a efetivação do pagamento dos serviços executados, onde consta até a assinatura da funcionária da prefeitura com o recebimento do material.

A prefeitura

A assessoria de comunicação da prefeitura de Traipu informou que “o repasse dos valores referentes ao mês de dezembro não foi efetuado uma vez que essa ‘dívida’ é da gestão anterior e como não deixou contas a pagar não temos como efetuar o referido repasse sem a constatação do trabalho executado”.

O repasse referente ao mês de janeiro, com um valor de aproximadamente R$ 8 mil já está agendado. “Assim que os conselheiros enviarem o protocolo para o pagamento, será emitida a nota de empenho e o pagamento será regularizado”, concluiu a assessoria.