A seca que aflige o Sertão nordestino vem sendo uma das mais duras dos últimos anos, o governo Federal vem oferecendo linhas de investimentos , carros-pipas e empenho na construção de obras que ajudem o combate a seca, em alguns Estados as forças políticas decidiram dar uma trégua e se tornarem aliadas, face a gravidade da situação, mas em Alagoas o combate a seca virou o primeiro round de um embate político que deve acontecer em 2014 entre o governador Teotônio Vilela Filho e o senador Fernando Collor de Mello, por uma vaga no Senado.

Tudo teve início quando o governo de Alagoas montou uma grande estratégia para inaugurar um trecho da controversa obra, chamada Canal do Sertão, inclusive com a presença da presi-dente Dilma Roussef, alguns prefeitos sertanejos demonstraram insatisfação com a estratégia do governo alagoano no Combate a Seca e realizaram uma reunião em Brasília, que teve como patrono o senador Collor.

As informações colhidas em Brasília revoltaram o prefeito, não havia pedido para os carros-pipas, a ministra informou que Alagoas era o único Estado que não fez estes pedidos, e outras linhas de financiamento não haviam sido liberadas porque , a primeira delas que havia sido concedida, de R$ 10 milhões, dormia em uma conta do Estado a quase seis meses, porque o governo não havia conseguido superar um entrave burocrático para gastar o dinheiro.

De volta a Alagoas, os prefeitos buscaram o apoio da AMA, para enquadrar o governo, que enxergou a gravidade da situação e montou uma força-tarefa para tentar aplacar a ira dos prefeitos sertanejos.

Em poucos dias o governo começou a gastar os R$ 10 milhões e tentaram montar uma série de ações para recuperar o tempo perdido.

No campo político, Téo e Collor , fizeram textos em que acusavam um ao outro mutuamente, Collor usou o jornal de sua propriedade para chamar o governador de Tartaruga Lenta, já Téo usou a Tribuna Independente para chamar o ex-presidente de Macaco Esperto.

No meio destes xingamentos, o governador fugiu de uma reunião com prefeitos na AMA e Dilma adiou duas vezes sua visita para Alagoas com o objetivo de inaugurar o trecho do Canal do Sertão.

O próximo dia 11 de março, com a presença da presidente Dilma em Alagoas, deve marcar o novo embate de discursos e ações políticas, enquanto isto o povo sertanejo espera um plano de ações mais efetiva para o que deveria ser o principal objetivo dos políticos alagoanos, o combate a Seca.