O deputado federal Maurício Quintella (PR-AL) é o candidato do Partido da República à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A definição foi por apenas dois votos de diferença, na sexta, 1º. Quintella superou o experiente deputado federal Inocêncio Oliveira (terceiro secretário), também conhecido por parlamentar "guardanapo", por tanto tempo que se sentou à Mesa Diretora.

A terceira secretaria é responsável por toda a parte administrativa (quotas, passagens, correspondências etc.) da Casa, além de agregar a Corregedoria, atualmente.

Maurício Quintella, no terceiro mandato parlamentar, tem 20 anos dedicados à vida política. Quintella afirmou que se for eleito trabalhará por uma gestão ética, eficiente e célere.

“Inovação, com independência e, principalmente, o trabalho para o fortalecimento institucional da Câmara. Essas serão as principais diretrizes de minha atuação”, antecipou.

O deputado alagoano não esquece do povo ao qual representa. "É uma honra, para mim, estar na mesa da Câmara, representando, acima de tudo, os alagoanos. O que aumenta a minha responsabilidade no cenário nacional. E, principalmente, nas matérias pertinentes ao Estado de Alagoas", frisou Quintella. 

Há pelo menos seis anos, um alagoano não integrava a Mesa da Câmara. A última participação foi do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), nascido em Alagoas, mas eleito por São Paulo.

Quintella tambérm comentou a vitória do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado. "A eleição de Renan é fundamental para a ascensão dos trabalhos legislativos, em nível nacional, e isso traz, novamente uma oportunidade de bônus. Renan abre portas para ajudar nosso estado, como sempre abriu. Agora, mais do que nunca, como presidente do Senado", avaliou.

Cabe aqui uma observação sobre Inocêncio Oliveira. Mesmo um parlamentar com grande experiêcia, Inocêncio, que estava acostumado a distribuir cargos para os que o ajudavam a figurar na Mesa Diretora, sofreu uma traição no processo de votação interno do PR.

Oliveira possuía 33 assinaturas favoráveis de um total de 38 parlamentares da legenda. Mas, no entanto, perdeu para Quintella. O que preponderou foi o discurso da Renovação, que conseguiu, de última hora, reverter os votos pró Inocêncio.

O voto secreto é sempre uma incógnita, uma faca de dois gumes. Os plenários das duas Casas do Congresso Nacional que o digam. Na hora do voto secreto é que a coisa pega.

Por exemplo, muitos parlamentares acabam assinando documentos por estar constrangidos pelo correligionário mais conhecido, ou mais importante, que solicita a assinatura.

Agora, cabe uma pergunta que não quer calar: Será que muitos parlamentares assinam por puro constrangimento e expressam a sua verdadeira vontade na urna secreta?