O ex-líder do PSDB, no Senado, Álvaro Dias (PR), nesta sexta, 1º, logo após a posse do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o retorno do peemedebista ao cargo significa a manutenção do “status quo e a rejeição a uma postura nova, que possa recuperar a credibilidade da instituição”. Ele prevê dias difíceis para a Casa.
O senador tucano fez uma espécie de “mea culpa”. Ele disse que há uma distancia ainda maior entre os anseios da sociedade e a Casa. “Nós somos passageiros aqui, substituíveis. A instituição é permanente, definitiva e deve ser preservada. E ela não está sendo preservada. Por que nós não estamos atendendo ao apelo popular”, salientou o tucano.
Na opinião do tucano a situação é muito ruim para o Senado. “Nós estamos oferecendo razões para o achincalhe permanente de uma instituição que é essencial, porque nelas estão fincados alicerces básicos do estado de direito democrático”, destacou Dias.
RETORNO AO PASSADO
Quanto à acusação de desvio de dinheiro do Senado, por parte do procurador-geral da República, Roberto Rangel, o ex-líder do PSDB no Senado, entende que a Casa faz um retorno ao passado.
“O senado, hoje, desdisse o que disse em 2007. Porque, em 2007, provocou a renúncia do senador. E, agora, ele é recolocado, com 56 votos dos senadores. Isso significa desdizer o que foi dito há alguns anos. As razões persistiram, mas o comportamento do Senado foi diferente.”
Álvaro Dias prevê tempos difíceis para o Senado. ”Certamente, nós teremos vida difícil, aqui, com uma gestão marcada pela turbulência em razão de procedimentos que foram iniciados pelo procurador-geral da República.”
Ao ser questionado sobre os trabalhos a serem desenvolvidos no Senado, o senador tucano, afirmou que haverá temas relevantes para este ano de 2013 no Congresso. Tais como o Pacto Federativo, que é fundamental para os estados e municípios brasileiros.
Dias elencou ainda, logo no início do ano, a deliberação sobre os vetos presidenciais. Além do Fundo de Participação dos Estados, “que é uma matéria que estamos devendo e há um prazo estabelecido para a definição desse consenso”.
O senador acredita que será um ano com muito trabalho. “Não há o pretexto da campanha eleitoral. Esse não é um ano com eleição. Portanto nós teremos oportunidade de apresentar mais trabalho, que o senado apresentou no ano passado”, disse.
PASSANDO O BASTÃO
O senador informou, ainda, que passou o bastão da liderança do partido na Casa, para o senador Aloysio Nunes (SP). “Hoje, por consenso, por unanimidade, conduzimos o senador Aloysio, que é senador brilhante, para assumir a missão de liderar nosso partido no Senado”, antecipou.