A entrevista onde Lance Armstrong admite ter se dopado ao longo da carreira só vai ao ar na noite de quinta-feira, mas o ex-ciclista já se movimenta para tentar amenizar os danos causados por sua mentira. Uma das pessoas procuradas por ele para um pedido de desculpas foi Sally Jenkins, autora de livros sobre Armstrong que se tornaram sucesso de vendas.
Entre as publicações escritas por ela estão "De Volta à Vida" (Editora Z), que conta a história de superação do esportista, vencedor de cinco Voltas da França após se curar de um câncer nos testísculos, e "Lance Armstrong: Muito Mais do Que Um Ciclista Campeão" (Editora Seoman), que também explora a trajetória vitoriosa do americano.
- Eu acho que o ódio ao Lance está desproporcional ao ato que ele cometeu. Vamos encarar os fatos, ele é um ciclista. Eu não coaduno com o doping, não concordo com a quebra de regras. O que eu falei e escrevi para ele é que o perdoo. Não concordo com o que ele fez, mas perdoo - disse Jenkins em entrevista ao programa Charlie Rose, na TV americana.
A autora comentou ainda que o uso de substâncias ilegais era algo que "fazia parte do jogo" na época em que Armstrong estava no auge.
- Acho que o doping é tão endêmico no ciclismo que esse era o preço de competir naquela época. O retrato que a Usada pintou de Armstrong, como alguém que intimidava as outras pessoas, é uma percepção contra a qual ele terá que lutar muito. Ele é complexo, sem dúvidas, tem defeitos... Mas ele nunca foi ameaçador. Essa é minha experiência pessoal com ele e eu sou uma amiga. Não gostaria de encontrá-lo como adversário - finalizou.









