Nas manhãs do sábado (12) e do domingo (13), banhistas, jangadeiros e pilotos de embarcações de propulsão a jato ou motor foram abordados por técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA), respectivamente, nas piscinas naturais de Paripueira e de Pajuçara. O objetivo do trabalho foi conscientizar a comunidade quanto à preservação desse frágil ecossistema e fiscalizar o tráfego de embarcações nos corredores de navegação que existem entre Paripueira e Barra de Santo Antônio.

 “No sábado, biólogos e estudantes de biologia ficaram no Receptivo Mar e Companhia, em Paripueira, para conversar com todos os turistas que chegavam. Outro grupo de biólogos acompanhou oito viagens de catamarãs às piscinas de Paripueira. Nessa oportunidade, 216 passageiros foram orientados sobre práticas responsáveis durante as atividades recreativas em ambientes recifais”, contou Adriano Augusto, diretor-presidente do IMA.

Ainda segundo o diretor-presidente, no sábado (12), dois policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) também acompanharam o trabalho do Gerenciamento Costeiro (Gerco) do IMA. “Eles flagraram apenas uma embarcação fora dos corredores de navegação. Um bugre e uma moto também foram vistos circulando pela areia da praia e todos receberam orientações”, completou Adriano Augusto.

O piloto da embarcação foi informado sobre a Resolução Normativa N° 04.96, que estabelece os corredores de navegação entre as praias de Paripueira e de Barra de Santo Antônio, com o objetivo de proteger bancos de algas, bancos de corais e o peixe-boi marinho, que está ameaçado de extinção. Além disso, os motoristas foram orientados sobre os problemas que podem causar - tanto aos banhistas quanto à biota local - e convidados a retirar o transporte da areia da praia.

No domingo (13), foi a vez dos banhistas e jangadeiros da piscina natural da Pajuçara receberem dicas do projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais. “Nesse momento, nós explicamos que a piscina encontra-se dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais e pedimos para eles terem cuidado, por exemplo, com a ancoragem e movimentação das jangadas e dos remos sobre os corais. Pedimos também que não levem conchas, estrelas do mar ou corais, porque esse material serve de abrigo para outros animais”, disse Henrique Grande, biólogo de um convênio entre IMA e Petrobras.

De acordo com o biólogo, outra informação importante é a da proibição de alimentar peixes e de andar sobre os bancos de recifes. “Muitos banhistas não sabem que os corais crescem poucos milímetros por ano e não atentam para o fato de que podem se machucar ou quebrar pedaços de corais quando os pisoteiam. Então, pedimos que levem apenas memórias e fotografias desse ambiente natural”, falou Henrique Grande.