O novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki não participou do julgamento do mensalão, mas deve entrar na última análise do processo, julgando os recursos apresentados pelos advogados dos condenados.

Zavascki tomou posse em novembro de 2012, enquanto a corte analisava o processo, mas não participou das sessões. Depois de cinco meses julgando os 35 réus, os ministros condenaram 25 pessoas a penas que, juntas, somam mais de 280 anos.

O acórdão (resultado final do processo) deve ser publicado em fevereiro, informou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em entrevista nesta semana ao jornal Folha de São Paulo.

Logo depois, os advogados dos condenados podem apresentar recursos questionando a decisão do Supremo e Zavascki, se quiser, pode participar do julgamento dos recursos, confirmando ou não a condenação e as penas dos condenados. 

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, depende do ministro esta decisão.

Prisão

As penas de prisão dos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão só começarão a ser cumpridas em meados de 2013.

A maior pena ficou com o publicitário Marcos Valério, considerado o pivô do esquema do mensalão. Sozinho, ele foi condenado a cumprir 40 anos e quatro meses de cadeia.

O segundo no ranking das penas é Ramon Hollerbach, um dos sócios de Valério na época do esquema. Ele foi condenado pelo STF a passar 29 anos e sete meses atrás das grades.

Cristiano Paz, também ex-sócio de Valério nas agências de publicidade, teve a terceira maior pena até aqui: 25 anos de prisão.