Reformas nas escolas que atrasaram o ano letivo. Polêmica envolvendo as mudanças na presidência do Conselho Estadual de Educação. Luta por reajuste salarial e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Assim foi marcado 2012 para a educação pública em Alagoas. No final do ano, professores e monitores foram beneficiados com o pagamento do rateio do Fundeb, no entanto, o tão esperado PCCS ainda não saiu do papel.
A promessa de que o projeto de lei seria enviado e aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas ainda no mês de dezembro não foi concretizada, o que continua gerando grande insatisfação de servidores. Já o Plano do magistério, não há expectativa de que ele seja aprovado.
Diante da situação exposta pelo governador do estado Teotônio Vilela Filho a resposta frustrou e decepcionou a categoria que luta por melhorias salariais, condições de trabalho e valorização da categoria. “O governo tinha dinheiro para ter aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do administrativo em 2012, mas se estendeu até agora, nada fez e também não vai fazer”, foi o que disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo Correia.
Um compromisso foi firmado com o governador em dezembro, mas não será assumido. “Indignados com a resposta que Teotônio deu em entrevista numa emissora local, os professores e funcionários irão continuar as reivindicações em 2013. Foi realizada uma reunião com o governador, ele assumiu que também faria parte da equipe de negociação e que até o mês de Março teríamos um posicionamento, mas agora acreditamos que isso não irá acontecer”.
Ainda segundo Consuelo, essa é uma prática rotineira do governador do estado. “Ele acabou frustrando a categoria tanto trabalhadores, como professores e aposentados. Porque diz que irá buscar uma solução em reunião depois diz outra. Essa é a prática desse governo, a quebra de compromisso, a desvalorização dos servidores públicos, mas diante disso não iremos ficar de braços cruzados”, enfatizou Consuelo Correia.
“Como o governador diz que não tem dinheiro, mas isenta os usineiros de pagar impostos? Prioridade zero para educação, adoçam a vida dos usineiros e amargam a vida dos professores. Os cofres públicos deixaram de arrecadar cerca de 7 milhões por mês que poderiam ser investidos”, concluiu indignada a presidente do Sinteal Consuelo Correia.
Essa indignação é visível em professores que ensinam na rede pública, assim acontece com a professora Quitéria Ferreira, que confirmou que a classe está toda desacreditada das promessas. “Muitas pessoas se sentem intimidadas com a pressão que o governador faz quando existem as greves. É sempre assim, o governador dessa vez nos coagiu e ficou acordado com o sindicato que para que o PCCS saia no próximo ano vai ter que existir muita luta e valorização dos professores”, afirmou a professora.
A equipe de reportagem do CadaMinuto entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação e afirmaram que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do administrativo está no Gabinete Civil, teve uma modificação de acordo com a Procuradoria Geral do Estado, mas que será encaminhado para votação na Assembleia Legislativa no mês de fevereiro.
Foi informado ainda que o PCCS do magistério está dependendo do aumento do tesouro estadual e do repasse para a previdência, mas garantiu que tem para pagar o professor, que está na ativa, mas não o aposentado, pois o do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é apenas direcionado para os professores.










