Reclamar do passado e responsabilizar aqueles que puderam e podem fazer mais e melhor pela sociedade é tão comum que quando não traz novos argumentos cai em descrédito.

O ano de 2013 chega trazendo consigo o fio da renovação.

Na administração municipal, Rui Palmeira, jovem político eleito em primeiro turno, promete fazer por Maceió o que há muito se espera: acertar as políticas públicas de amparo social com participação do governo federal, e; organizar o trânsito na capital, investindo no transporte público de qualidade.

A Câmara Municipal inicia o ano legislativo com alguma renovação de nomes, aliás, de nomes não (muitos carregam sobrenomes históricos da política local), mas de experiência legiferante. O resultado de tal inexperiência ainda é uma incógnita, mas sempre há esperança de que surjam nomes capazes de fazer frente aos desmandos praticados pela casa do povo.

Na Assembleia Legislativa o deputado JHC, jovem também, mantém seu mandato por força de liminar e espera-se que mantenha a mesma linha de atuação que marcaram seus dois primeiros anos de mandato.

O Judiciário também tem chances de se destacar principalmente pela atuação de jovens juízes, promotores e advogados. Destacando-se o papel desempenhado pelos jovens juízes federais André Granja e Frederico Wildson, assim como pela competência de Rodrigo Tenório no Ministério Público Federal.

A OAB em Alagoas será gerida pelos próximos três anos por Thiago Bomfim, jovem advogado que promete renovação no comportamento e na atitude da instituição principalmente junto aos seus representados, os advogados.

Como bem se vê, Alagoas inicia 2013 com jovens de destaque nas mais diversas searas, pessoas que prometem independência e cuidado com a coisa pública. Se agirão a contento ou se decepcionarão a população só o tempo irá dizer.

A certeza é a de que ano que se renova, renova também esperanças, e se não devemos perder a fé no ser humano comecemos pelos jovens.

Enquanto isso os cidadãos não devem se eximir de sua função mais importante no seio da sociedade: a de fiscais. Cobrando e sugerindo soluções.

Afinal, agir como os jovens não é apagar e esquecer as conquistas do passado, mas aprender com os erros e experiências de outros para, com criatividade e ousadia, agir com mais eficiência, competência e melhores propósitos.