A presidente Dilma Rousseff foi ministra de Minas e Energia. Nessa área, tem experiência. Por isso, em encontro com jornalistas nesta sexta, 27, foi cristalina quanto aos problemas com a energia elétrica que vem acontecendo com certa frequência. Ora em estados do Nordeste, ora nos do Sudeste. Apesar de rechaçar a nomenclatura "apagão" teve que admitir que o foco da falta de energia em sua grande maioia se trata de falha humana. E complementou que a longa espera pelo retorno da energia é o empecilho maior.

"Quando falarem para vocês que caiu um raio, vocês gargalhem", disse Dilma aos repórteres. "Raio cai todo dia nesse País, a toda hora. Raio não pode desligar sistema. Se desligou, é falha humana. Não é sério dizer que a culpa é do raio. A nossa briga é para impedir que, quando o raio cai, o sistema pare."

Para Dilma não há possibilidade de haver um racionamento de energia no País. Dilma citou o apagão ocorrido no aeroporto do Galeão0-RJ, na noite de quarta, 26. "O sistema elétrico do Galeão inteiro terá de ser trocado. No Rio de Janeiro, sempre que a temperatura passa de 40 (graus), a Light tem problema", atribuindo como agravante os mais de 40 graus registrados naquele estado, nos últimos dias.

Ela aununciou investimentos para a manutenção da rede, em 2013, para a transmissão e à geração. "Não tinha dinheiro, não tinha tarifa. Você faz o quê? Não tem mágica. Agora vamos fazer as duas coisas porque temos dinheiro. É bastante recente que voltamos a investir em hidrelétricas", comentou, citando as usinas de Santo Antônio e Jirau.