Já em campanha para 2014, o senador Fernando Collor de Melo deu sequência à série de ataques ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e pediu que o tucano "honrasse as calças de homem que veste no enfrentamento à criminalidade".O petebista rebateu também as críticas indiretas proferidas pelo secretário de Estado da Defesa Social, Dário César, durante uma solenidade oficial na tarde desta quinta-feira (20).
Para o senador, a explosão na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) mostra, mais uma vez, o atestado de incompetência do governador a frente gestão do Estado de Alagoas. “Esse atual governo é totalmente incapacitado. Eles falharam mais uma vez. Instalar um paiol como este numa região habitada é uma atitude no mínimo irresponsável. O nosso querido Estado está entregue nas mãos dos bandidos e esse governador assiste tudo isso de forma inerte”, expôs o senador antes de participar da Conversa de Botequim na noite desta quinta-feira, que é apresentado pelo jornalista Plínio Lins.
Apesar de ter trabalhado durante muito tempo com o atual secretário de Defesa Social, Dário César, o senador rebateu as críticas do seu ex-assessor pessoal questionando a membros da imprensa quem era o atual Chefe da Pasta da segurança pública. “Quem é esse secretário? Quem? Na verdade, não o conheço. Não é um pobre coitado de um policial militar que vai responder por essa questão tão complexa. Quem deve tomar essa postura é o governador de Alagoas, naturalmente”, ponderou o petebista que estava visivelmente chateado com a situação.
Prestes a completar seis meses de implantação do Plano de Segurança Brasil Mais Seguro, o senador criticou, mais uma vez, duramente o modelo de gestão e defendeu até a intervenção do Governo Federal junto à Polícia Militar. “Que o Plano não está dando certo não é nenhuma novidade. Observamos, em todo estado, os índices de violência. Pela manhã, durante conversa com alguns jornalistas, discutíamos isso. Agora, no final da noite, constatamos assassinatos, assaltos, essa explosão irresponsável e outros, apesar do forte apoio do governo Dilma. Na verdade, esse governador deveria se chamar 'Téo balela'. É muita conversa e pouca ação. Chega de querer enganar o povo com falsas promessas nas mídias”, pontuou.
Ainda segundo Collor, a segurança pública se encontra nesse estado de abandono devido à falta de pulso e coragem do governador. “Uma gestão que não tem poder e influência sobre seus subordinados é um Chefe de nada. Ele mente em vários aspectos. A falta de coragem e de pulso são características da personalidade dele”, frisou.
A entrevista do senador na Conversa de Botequim foi acompanhada por deputados estaduais, federais, prefeitos, vereadores e membros de diversos partidos políticos. Na entrevista, ele bateu forte no procurador-geral da República, na revista Veja e no ‘conluio que deseja destruir a imagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva junto a sociedade brasileira’.
De acordo com Collor, diretores e, especialmente, o dono da revista Veja são ‘pessoas safadas’ que estão à disposição do núcleo midiático e da organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira.“Eles são especialistas na construção e elaboração de uma farsa. Estamos cansados de assistir vários exemplos dessa conduta imoral. A exemplo de uma entrevista que Marcos Valério nunca deu à revista Veja. As informações só vazaram porque o procurador-geral, Roberto Gurgel, entregou a revista”, lamentou.
