0 deputado estadual Luiz Dantas(PMDB)afirma ao blog Bernardino,que “sem água nada cresce” e que as providências para combater os efeitos da seca no semiárido devem ir além do aluguel de carros-pipa e da construção de cisternas.
No semiárido brasileiro. existe escassez de água, disse ele, acrescentando que na verdade a chuva é pouca e mal distribuída, no entanto a água é suficiente para atender a demanda da população; água dos rios perenes São Francisco e Parnaíba, de poços nas bacias sedimentares e dos açudes, espalhados por toda região, cujas primeiras construções couberam ao presidente Epitácio Pessoa, na década de 20.
Para ele,são cerca de 70 mil açudes, entre públicos e privados, dos quais 400 deles de grande porte com capacidade de acumulação de 36 bilhões de metros cúbicos, sendo que muitos deles ociosos por falta de obras complementares.
Dantas, disse que o absurdo é que poucos presidentes se preocuparam em fazer essa água caminhar, ser transportada por meios de adutoras e canais para atender os municípios necessitados.
No século XXI, no Novo Brasil, o sertanejo quer água nas torneiras de sua casa, quer água para irrigar as culturas, quer adutoras, poços tubulares. Quer que o custo de perfuração e instalação de um poço tubular seja custeado pelo Estado. Há dez anos pararam a implantação dos projetos públicos de irrigação, as adutoras não saem do papel,
Mais adiante, Luiz Dantas recordou, que outra contradição na questão do semiárido diz respeito ao crédito rural. Taxas de juros, prazos de amortização dos financiamentos, garantias reais iguais para todo Brasil.
Segundo seus calculos, a taxa de juros para o semiárido deve ser de 0% e o prazo de pagamento de 20 anos, sem exigência de garantias reais. Somente assim o sertanejo terá condições de adotar práticas modernas de produção tais como: irrigar suas culturas, perfurar um poço, tecnificar a pecuária, mecanizar os plantios, etc.
No entanto, pontuou ele, "a atual seca que ocorre mais uma vez no Nordeste destruiu os plantios, está dizimando os rebanhos, enfim, arrasando a frágil economia da região é consequência do descaso governamental e da falta de compromisso com o homem do semiárido."
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