Como não houve acordo para votar o veto da presidente Dilma Rousseff à lei dos royalties, no início da tarde, a presidente em exercício da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), adiou para as 19h00 a apreciação da matéria. Isso porque já havia outra anteriormente convocada para as 19h desta quarta, 19, com o mesmo propósito.
E Freitas já mandou avisar que se não houver acordo entre as lideranças não deverá abrir nem a sessão. Ela informou que redobrou esforços para que a sessão seja presidida pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP). Pois os ânimos estão cada vez mais exaltados.
A apreciação um a um dos 3.060 vetos foi a estratégia utilizada pelas bancadas favoráveis a queda do veto, ou seja, parlamentares do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. A ideia é protelar o máximo possível a votação dos vetos. De acordo com avaliação de alguns parlamentares experientes o processo poderia se arrastar por três meses.
A presidente em exercício da Casa lembrou que o impasse ganha maiores proporções. O Orçamento 2013 deverá ser votado antes do início do recesso, no sábado, 22. “Estamos diante de um impasse”, desabafou.