O relatório da CPMI do Cachoeira apresentado nesta terça, 18, foi rejeitado pelo plenário. Inicialmente, o relator, senador Odair Cunha (PT-MG), informou que retirou do texto questionamentos quanto à conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel e alusões relacionadas a jornalistas. Também antes de colocar ao relatório em votação pormenorizou pequenas alterações de menor importância.
No entanto, as mudanças produzidas pelo relator no texto não foram suficientes para contentar maioria dos parlamentares. O deputado Silvio Costa (PTB-PE) disse que não poderia votar algo incompreensível ou confuso. "Nunca vi tantas idas e vindas e não acredito que nenhum companheiro esteja convencido que ira dar um voto certo", estrilou.
Já o senador Jaime Campos (DEM-MT) votou contra o relatório com um protesto. Ele afirmou votar contra a "pizzaria" e que se sentia "envergonhado" de participar dessa CPMI. Na seqüência da rejeição ao relatório, foram votados cinco votos em separados. O primeiro deles, de autoria do deputado Luiz Pitman (PMDB-DF) sugeriu que todo o material obtido na CPMI seja encaminhado ao Ministério Publico. E que a CPMI delegaria a dois senadores e três deputados afim de que acompanhem as investigações de agora em diante.
Resta saber se as investigações atingiram com profundidade o envolvimento de supostas fraudes que pairam sobre a Construtora Delta, que possui enorme quantidade de contratos com governos estaduais e com o Governo Federal. Aí, sim, é que a pizza cheira mais forte.




