Pronto. Agora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode classificar a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, como mais uma "Aloprada". E com "A" maiúsculo. Era assim que Lula chamava os "companheiros" que cometiam excrescências, denegrindo a legenda, em ocorrências com evidentes digitais petistas. A companheira "Rose" foi indiciada por formação de quadrilha pela Policia Federal, acompanhada de mais 23 pessoas, segundo conteúdo do relatório finalizado da Operação Porto Seguro.

Bem, Rosemary já poderia ser classificada como "aloprada". Já estava enquadrada por tráfico de influência, corrupção, falsidade ideológica. A PF detectou ainda crimes de violação de sigilo funcional e falsificação de documento supostamente perpetrado pelo bando.

Para a PF, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Vieira, era o chefe da quadrilha que produzia pareceres técnicos fraudados em órgão federais em benefício tanto de interesses internos, quanto de empresas privadas.

O relatório final da Operação Porto Seguro foi concluído em duas semanas. No entanto, a PF divulgou que executa perícias em computadores apreendidos. Os dados dos HDs serão remetidos à Justiça ao longo de três meses.

Na sequência do trâmite processual, o Ministério Público receberá o relatório e tomará as providências cabíveis, inclusive pedir desdobramentos de investigação ou até arquivar o processo. Esta última possibilidade é remotíssima.

Já foi noticiado na imprensa, que Rosemary era reconhecida por ser um pouco arrogante. Explica-se, por ser amiga íntima de Lula, o "PR", e de José Dirceu, o "JD", com os quais trabalhou como secretária, segundo apurado pela PF.

Ainda resta saber se Rosemary abrirá o bico ou se fechará em copas, temendo por sua integridade física. O poder de convencimento do PT é conhecido em circunstancias como essa.