Brasília comemora 25 anos de Patrimônio Cultural da Humanidade, nesta sexta, 7. Pois bem. É péssimo o estado de conservação de vários edifícios da Esplanada dos Ministérios e, inclusive, da Rodoviária entre outros patrimônios da Capital Federal. Com raríssimas exceções de alguns prédios, nos ministérios, os desleixos vão de segmentos de tetos caídos, às precáríssimas manutenções em instalações de energia, gás, ar-condicionado, janelas, além de mal acondicionamento de lixos. Um caos. Sem falar nos contratos bilionários terceirizados. Outro caos.

O crescimento desordenado no entorno de Brasília, mais outro caos, incomodava profundamente Oscar Niemeyer. O arquiteto fora poupado e não teve o desgosto de ver a atual degradação que o patrimônio cultural. Em certos casos, se apresenta por fora, uma bela viola, e por dentro, pão bolorento. Ou, não? Quem perambula pelos ministérios, sabe.

Agora, e se o arquiteto fizesse uma vistoria de surpresa? Aí, sim. Haveria uma mobilização sem precedentes para colocar em ordem as instalações dos ministérios. Mas, como de hábito, só seriam maquiados aqueles que fossem passar pelo crivo do criador do patrimônio mundial chamado Brasília.

É preciso lembrar às autoridades competentes que a manutenção não deve se restringir à praça dos Três Poderes, Palácio da Alvorada ("casa" da Presidente Dilma Rousseff) e do Jaburo ("casa" do vice Michel Temer).

Que tal produzirmos uma homenagem póstuma ao genial arquiteto e criador do nosso patrimônio cultural da humanidade? O mínimo que se poderia promover seria varrer a Esplanada dos Ministérios com abrangentes blitzes revitalizadoras colocando a "casa" em ordem.

Afinal, esse patrimônio, antes de mais nada, a obra de arte genial de Niemeyer, foi construída pelo povo, para o povo e pertence ao povo brasileiro. Mãos à obra!