Fita branca no pulso masculino e um desejo: o fim da violência contra a mulher. Com este pensamento, a Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH) visitou, nesta quinta-feira (6), o Comando da Polícia Militar e outros órgãos públicos com a campanha mundial do ‘Laço Branco – homens pelo fim da violência contra a mulher’.

“O foco desta campanha é o homem”, explicou a secretária Kátia Born. “Sentir a aceitação dos homens ao amarrarem no pulso a fita branca significa para nós, mulheres, a construção de uma cultura de paz. Quantos mais homens se conscientizarem e multiplicarem a ideia de não violência, menor será a quantidade de mulheres violentadas e melhor será a qualidade de vida das famílias”, argumentou.

Por ser um lugar predominantemente masculino, o Comando da Polícia Militar foi escolhido como primeiro ponto de visitação. Com a colaboração e apoio do coronel Dimas Barros, comandante geral da instituição, a secretária Katia Born visitou todas as dependências do quartel.

“É uma satisfação poder receber e difundir uma campanha como esta. Os homens que estão nas ruas são responsáveis por garantir os direitos da sociedade e, imbuídos deste espírito e consciência, serão capazes de assegurá-los com maior qualidade e eficiência”, disse o coronel Dimas Barros.

Para a presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Eulina Neta, a visitação ao quartel foi uma escolha acertada. “É importante sensibilizar os homens, pois a polícia ainda é a primeira porta quando a mulher busca ajuda. É fundamental que eles tenham essa visão mais humana no atendimento à mulher violentada”, explicou Eulina Neto.

A campanha do Laço Branco faz parte das atividades dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, promovidas pela Superintendência de Promoção dos Direitos e de Políticas para a Mulher. “Nossa intenção com esta campanha é fortalecer a luta pelo fim da violência contra a mulher em Alagoas. É preciso que homens e mulheres lutem juntos em prol desta causa”, frisou a superintendente Solange Viegas.

A ideia do Laço Branco surgiu a partir de um crime que chocou a sociedade canadense: o assassinato de 14 universitárias e o suicídio do assassino, que deixou uma carta explicando que o crime foi motivado pelo fato de não aceitar a ideia de haver mulheres estudando Engenharia, um curso “de tradição masculina”. O fato aconteceu na cidade de Montreal, Canadá, quando Marc Lepine, 25 anos, invadiu a sala de aula da Escola Politécnica e ordenou que todos os homens se retirassem, para então atirar e matar as 14 mulheres presentes no ambiente.