A situação do advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, poderá ficar insustentável. Isso porque funcionários da Advocacia-Geral da União (AGU), antes da audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta tarde de quarta, 5, iniciaram um princípio de tumulto. Inclusive, acusando-o de estar supostamente apagando indícios que possam ligá-lo ao esquema de tráfico de influência, com venda de pareceres beneficiar empresas privadas, investigado pela Operação Porto Seguro da Polícia Federal.
Primeiramente, o ministro da Justiça, em seus esclarecimentos, voltou a dizer que o trabalho da PF é imparcial, é uma polícia de estado, no mesmo diapasão de seu depoimento na Câmara.
Já, no princípio da explanação do advogado-Geral da União, houve o mencionado tumulto, protagonizado por funcionários da Advocacia-Geral da União (AGU).
Os manifestantes querem a saída de Adams do comando da AGU. O argumento é de que não há ambiente. E argumentam que o motivo diz respeito a fato de ser indicado por dois suspeitos de participar desse esquema de venda de pareceres.
A categoria denuncia que ele estaria trabalhando para apagar provas dentro da AGU. Com o intuito de impedir o surgimento de indícios ou digitais do envolvimento de Adams no esquema criminoso.
Por sua vez, Adams, mesmo antes de entrar para prestar esclarecimentos tratou de rechaçar as críticas. Ele afirmou que não se trata de um sindicalista e que não entrou na AGU para defender interesses dos funcionários. Estaria em defesa dos interesses do governo. E que não admite nenhum tipo de interesse corporativo dentro da AGU.
Adams tenta justificar aos senadores como a AGU acabou envolvida no esquema, tendo a credibilidade manchada devido ao tráfico de influência envolvendo um funcionário do próprio órgão.