Aeroporto Internacional de Brasília. Às 9h42 (precisão comum nos horários de vôo). Sexta-feira, 2, feriado de Finados. Balcão de check-in. Passageiro se aproxima do balcão da TAM, com semblante fechado. "Eu estava na fila. Não ouvi", disse se dirigindo a uma funcionária da empresa.
Talvez por distração não tenha ouvido o comunicado verbal (um improvisado subterfúgio do sistema falho de comunicação aeroportuário). Sim. Você pode estar na fila do check-in, que num feriado chega a ultrapassar e ocupar mais de uma hora de precioso tempo perdido.
Aí, toca o seu celular. E você atende. Àquele importante retorno aguardado. No mesmo instante, um(a) funcionário(a) grita lá longe a última chamada para o seu vôo. Uma, duas, três vezes. Lá de longe... Como você se distraiu, não ouviu o grito lá de longe.
Você desliga o telefone, olha para o relógio e nota que já está muito próximo do horário de embarque. Cai em si. Desesperado, se direciona ao balcão de check-in. Pergunta sobre o vôo à calma funcionária da TAM. Ela explica que houve a ultima chamada para o voo. Aquele grito lá de longe...
O argumento de que estava na fila e não ouviu não convence a funcionaria e só lhe resta ouvir a tranquila resposta: "Pega o próximo."
Simplesmente, assim, em meio ao improvisado sistema de comunicação aeroportuária, o já estressado infeliz passageiro paga uma multa para embarcar no próximo voo. Não ouviu, perdeu!!! E o passageiro sef...