A postura do presidente da Câmara de Maceió, Galba Novaes de Castro (PRB) frente à decisão judicial que determina a redução dos cargos comissionados na Câmara de Maceió foi duramente criticada pelo deputado Dudu Hollanda (PSD), na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) desta terça-feira (23). Em seu pronunciamento, o parlamentar disse que Galba não tem nada de puritano e prometeu buscar documentos oficiais para embasar futuras denúncias sobre as contas da Casa de Mário Guimarães na era Novaes (2010 – 2012).
Na sessão, Dudu revelou aos seus colegas que vem assistindo nos últimos anos uma postura demagoga do vereador e agora chegou a hora dos maceioenses deixarem de ser enganados. “A palavra desse rapaz (Galba Novaes) não vale nada em nenhuma parte de nosso estado. Chega dessa enrolação. Sou deputado de toda Alagoas, mas é preciso que Maceió fique atenta com essa postura”, colocou.
O deputado revelou que está muito surpreso com o silêncio dos vereadores que sempre levantam a voz contra arbitrariedades. "Não estou preso e, também, não preciso desse rapaz. Por duas vezes administrei a Câmara de Maceió e sempre os recursos foram, verdadeiramente, devolvidos à Prefeitura. Ao que parece, ele está com sérios problemas para fechar as contas esse ano e ninguém fala nada. Farei uso das minhas prerrogativas de parlamentar e vou, juntamente com o Ministério Público de Alagoas e o Tribunal de Contas, investigar tudo o que houver de irregular”, frisou.
Dudu informou ainda que quando foi presidente da Câmara lançou o projeto Câmara Itinerante, que levava o parlamento a diversos bairros da capital. “Caros colegas da ALE, fiz um projeto semelhante ao desse rapaz e custeava tudo com R$ 5 mil. Apenas isso. Apesar do projeto ser muito parecido, a atual presidência da Câmara faz isso com mais de R$ 60 mil. Algo há de errado. Vamos investigar tudo isso”, assegurou.
O desentendimento entre Novaes e Dudu não é hoje. Eles trocam farpas publicamente há alguns meses sobre questões políticas, partidárias e até projetos de lei.
Cargos
Atualmente são 505 cargos comissionados, com o enquadramento serão 239. Desta forma, cada vereador terá direito a 10 assessores (e não mais 17), o que totaliza 210 (são 21 vereadores). Os outros 29 cargos são ligados diretamente à Mesa Diretora.

