Após uma sangria política por vários dias a fio, o ex-candidato à prefeitura de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), sucumbe nas barras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A morte política fora anunciada por esta coluna no dia 18 de setembro. “Um candidato com expectativa de morte política iminente” foi o título da nota postada neste blog.

O texto trazia na primeira linha “Cercado de aliados, esperando uma recuperação que não tem chance de acontecer. Assim, o candidato a prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), perde o sono. Ronaldo sangra, eleitoralmente. Tenta produzir uma espécie de hemodiálise com seus mais próximos, sem êxito. E quando aparece um aliado, na figura de Cícero Almeida, este se assemelha mais a um protagonista levando um abraço de afogado.

O sentimento não é de desespero. O sentimento é do risco de morte política terminal. E o pior, sem munição para esboçar uma reação ao adversário. Rui Palmeira (PSDB), um fenômeno no espectro das pesquisas de intenção de votos.”

Efetivamente, os acontecimentos sequenciais sinalizavam uma morte política de um candidato que carrega nos ombros o ranço de uma política que não é mais aceita pela sociedade.

E no texto que postamos traduzimos o sentimento de novos tempos e anseios em relação à Justiça.

“É insustentável a candidatura de Ronaldo Lessa. Quantas pessoas comuns são impedidas de trabalhar, por exemplo, por responderem a processos judiciais. Enquanto um candidato que carrega 50 processos nas costas, vê-se acima dos pobres mortais. E quer porque quer ser prefeito, com toda a responsabilidade e cuidado que a gestão pública municipal exige,  principalmente, quanto à parte fiscal e controle de recursos sem riscos de comprometer a administração.

Os ventos que sopram na direção do Supremo Tribunal Federal (STF) carregam, no bojo, a busca incessante pela Justiça. E, no mesmo diapasão, pela punição aos culpados por crimes que são corroborados pelos próprios autos no processo do Mensalão.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá a sensibilidade de julgar Ronaldo Lessa, com base na lei. Paralelamente, apesar de se aterem as letras pétreas da Constituição, os ministros estão cientes de que nos dias de hoje, a sociedade de hoje, não consegue conviver com impunidade e a repudia veementemente. A punição deve e tem que ser exemplar”, finalizava o texto.

Como podemos constatar, tanto o STF, quanto o TSE aproveitam os dias de hoje para passar a limpo as mazelas relacionadas à corrupção e impunidade. Haja vista os resultados contundentes dos votos declarados em plenário.

Assim, os altas cortes escrevem uma página histórica, que marcará os brasileiros de bem para sempre, respondendo, à altura, ao cumprimento da Justiça. E recobram a máxima de que ninguém deve se sentir ou estar acima da Lei.

Agora, os maceioenses criam a expectativa de novos tempos para a gestão municipal da Capital. Essa sociedade que merece, além de melhores dias com qualidade de vida e novas oportunidades, fundamentalmente, crer num futuro realmente promissor.