O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, já adiantou que só irá antecipar o voto se houver sinal verde de seus demais pares da Corte. O que não é uma unanimidade. O ministro Marco Aurélio entende ser impensável a possibilidade. Outro ministro, Ricardo Lewandowski, esquivou-se de opinar, mas sutilmente disse que se manifestaria somente sobre os itens verbalizados pelo relator.

O revisor do processo, Lewandowski, inclusive, vota nesta quinta, 23, sobre o deputado federal João Paulo Cunha (PT), acusado de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O tom do voto poderá discordar do relator, ministro Joaquim Barbosa que condenou o petista.

Peluso se aposenta no dia 3 de setembro. É grande a expectativa de que o julgamento se estenda até outubro. Assim, caso não antecipe o voto, o que pode acontecer mesmo, ficariam 10 ministros dando margem a ocorrer um empate.

Aí, poderá haver o “voto de qualidade”. Ou seja, o presidente do STF votaria mais de uma vez, para haver o desempate. Mas pelo artigo 16 do Regimento Interno, o artigo 16 indica que se houver empate, o réu seria beneficiado. As defesas já articulam estratégia para protelar o máximo a decisão a se persistir a tendência desse desfecho na reta final do julgamento.