O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, abriu a rodada de palestras do 3º Fórum Brasileiro de Sistemas de Garantia de Crédito para Micro e Pequenas Empresas, evento que acontece até esta quinta-feira (9), em Belo Horizonte. No painel O cenário do crédito para as micro e pequenas empresas (MPE) no Brasil e a atuação do Sebrae no fomento às Sociedades de Garantias de Crédito (SGC), ele destacou as entidades como indutoras do desenvolvimento econômico e com potencial de se transformarem em “força de mercado”. Segundo ele, “as SGC carregam características das cidades onde se instalam, mas a estratégia de atuação precisa ser nacional para facilitar sua disseminacão pelo país", ressaltou.
O diretor-técnico antecipou a notícia da criação do Fundo de Garantia do Mercosul. "Nossa intenção é viabilizar um mecanismo diferenciado para avalizar operações entre os pequenos negócios do bloco", explicou. Carlos Alberto discorreu ainda sobre os desafios do Brasil no atual cenário econômico e falou sobre as estratégias do Sebrae para fortalecer as SGC, como a construção de um portal, a elaboração de planos de comunicação e marketing, revisão de manuais de procedimentos e auditorias e a formulação de planos de negócios. Além disso, há a possibilidade do Rio de Janeiro sediar, em 2013, o Fórum Ibero-Americano, promovido pela Rede Ibero-americana de Garantias (Regar).
Para o empresário André Henrique de Souza Neto, de Mossoró (RN), a palestra foi importante para os empreendedores aprenderem mais sobre o acesso ao crédito. Ele veio especialmente à capital mineira para representar a associação Redepetro, que congrega empresários da área de petróleo e gás do município. “Encontros como esses privilegiam e fortalecem os empresários, além de alavancar a geração de trabalho e renda”, destacou. Ele informou que há interesse do empresariado de Mossoró em constituir uma SGC na região para dar mais suporte e oferecer possibilidades de desenvolvimento às empresas da cidade.
As SGC também auxiliam os empresários na relação com os agentes financeiros no processo de acesso ao crédito, aumentando as chances da operação se concretizar. O modelo é muito utilizado em países como Portugal, Alemanha, Itália e Argentina. No Brasil, já existem seis SGC. Até o final de 2012, o número deve chegar a dez.