A sexta entrevista da série com os candidatos à Prefeitura de Maceió traz as propostas e opiniões da deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB). A parlamentar afirma que tem uma política social para Maceió, na qual baseia sua campanha em busca dos votos dos maceioenses.
“Conclamo os cidadãos para que avaliem o meu trabalho, conheçam a minha história e acreditem em meu potencial para administrar a cidade de Maceió”, afirmou Rosinha.
CadaMinuto - Porque seria uma boa prefeita para Maceió?
Rosinha da Adefal - Maceió enfrenta hoje um descaso com as questões sociais e eu acredito que, a partir da minha militância nos movimentos sociais, o povo me credenciou para esta causa. Sou fruto dessa luta por melhoria da educação, saúde, segurança.
CM - Quem considera o seu principal adversário?
RA - Não entrei na política para travar uma luta pessoal, visando apenas um mandato. O que quero é uma Maceió que me orgulhe e me alegre, bem como aos demais maceioenses. Minha luta não é contra as pessoas e sim pela justiça social.
CM - Como avalia suas reais chances de vencer as eleições?
RA - Minha carreira política ainda não pode ser considerada antiga. Mas já tenho o reconhecimento de minhas atividades parlamentares por parte de lideranças bastante experientes de nosso Estado, e mesmo de outras partes do Brasil. Minha militância nos movimentos sociais, no parlamento mirim e na Câmara Federal me prepararam para este desafio. Fui treinada para enfrentar os maiores problemas que enfrentamos hoje que é o descaso com as questões sociais. Por isso, conclamo os cidadãos maceioenses para que avaliem o meu trabalho, conheçam a minha história e acreditem em meu potencial para administrar a cidade de Maceió.
CM - Acredita que a disputa para as eleições irá para o segundo turno?
RA - Tenho certeza que os maceioenses sabem que nossos maiores problemas hoje estão focados nas questões sociais e saberão escolher aqueles candidatos com legitimidade para atuar nesta causa.
CM - Como avalia a gestão do atual prefeito de Maceió, Cícero Almeida?
RA - Há um descaso com as questões sócias. Falta de segurança, saúde educação e tantos direitos elementares dos maceioenses são desrespeitados. Temos que voltar o nosso olhar para o ser humano e suas necessidades principais como cidadão. Nós temos uma política para o social.
CM - Se eleita, qual seu principal projeto para Maceió?
RA - Minha luta é por princípios como justiça social, igualdade, respeito, dignidade, liberdade, tolerância e fraternidade.
É pelo funcionamento efetivo e eficiente dos serviços públicos municipais, principalmente os que permitem a mobilidade urbana (transporte, trânsito e acessibilidade), o desenvolvimento econômico sustentável e preocupado com os impactos causados ao meio ambiente, bem como os que garantem os direitos humanos mais básicos para todos, tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a segurança, o lazer, a cultura e etc.
Também pretendo promover a valorização do servidor público municipal, abrindo possibilidades de capacitação, promoção por merecimento e progressão funcional. Tudo pelo social.
CM - Como resolver o problema do transporte público em Maceió, uma das principais reclamações da população?
RA - O caos no sistema de transporte acontece pelo descaso com o sistema de transporte público. Ou seja, não temos uma política de transporte adequada, com ônibus de boa qualidade, corredores de transporte adequados, ciclovias, calçadas acessíveis e padronizadas. Licitações mais criteriosas resolveriam grande parte dos problemas com o transporte público municipal. A ampliação da malha do VLT também é fundamental. Além do mais básico, que é oferecer condições estruturais e de segurança que permitam a população se deslocar a pé ou de bicicleta com conforto e sem receios. Diversos aspectos indiretamente contribuiriam para essa nova cultura de mobilidade, desde melhores serviços de segurança pública, passando por incentivos aos programas de qualidade de vida, e até mesmo a preocupação com o meio ambiente e a arborização, o que facilitariam e tornariam mais agradáveis os momentos de deslocamento pela cidade.
CM - Como o novo prefeito de Maceió poderá ajudar o governo do estado a combater a criminalidade?
RA - A violência e a criminalidade são frutos de uma série de fatores negativos que precisam ser enfrentados em conjunto. Tenho certeza que investindo nas questões sociais como saúde, educação, segurança, emprego e moradia, os jovens e adultos não serão mais tão atraídos por essa criminalidade que é fruto desse caos social que vivemos. Entendo que a criminalidade será reduzida se conseguirmos trazer de volta às pessoas a dignidade e a satisfação de se manterem, bem como realizar seus sonhos e aspirações, pelos seus próprios meios. Para isso, uma política forte com investimento nas questões sociais deve ser perseguida.
CM - No campo da educação, a senhora tem algum projeto, como por exemplo, as escolas em tempo integral?
RA - Defendemos o sistema de escolas em tempo integral, além da criação de grade curricular que leve em consideração as nossas particularidades, em Maceió. É preciso que os alunos encontrem conexão do que aprendem nas escolas, com a sua vida prática. O ensino técnico-profissionalizante também precisa encontrar espaço na educação municipal, ainda que por meio de convênios e parcerias. O Poder Público tem obrigação de proporcionar todas as condições necessárias para que o indivíduo se escolarize e encontre espaço no mercado de trabalho.
CM - Já que as drogas são apontadas como o motivo principal dos índices de violência, a prefeitura pensa em investir em CAPS (Centros de Apoio Psico-Social) voltado para dependentes químicos?
RA - Além de ser uma questão social, as drogas tem que ser tratada como questão de saúde pública. Como disse anteriormente, a violência em Alagoas, e a questão do tráfico e consumo de drogas, precisam ser enfrentados por meio do funcionamento eficaz das demais políticas públicas, com um forte investimento nas questões sociais. Uma vez que o jovem tenha todos os seus direitos fundamentais cumpridos o poder das drogas será diminuído em nosso meio.
