O Nordeste concentra 46,3% das crianças de 5 a 9 anos que trabalham irregularmente no País, segundo um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado nesta quinta-feira (19).

Esse percentual representa 57 mil das 123 mil crianças inseridas no mercado de trabalho clandestinamente do Brasil. O estudo leva em conta dados coletados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) em 2009.

A segunda posição neste recorte pertence ao Sudeste, onde estão 19,5% das crianças de 5 a 9 anos que trabalham — em números absolutos, são 24 mil.

Em terceiro lugar está o Norte, que responde por 16,2% do total de crianças de até 9 anos empregadas — ou 20 mil meninos e meninas.

Apesar de se concentrar nas cidades nordestinas, o trabalho infantil, entre crianças de 5 a 9 anos, recuou de 1,4% em 2004 para 0,8% em 2009, segundo o levantamento.

Com o aumento do recorte, considerando crianças de 5 a 17 anos, o número de crianças e adolescentes ocupados chegou a 4,2 milhões em 2009, contra 5,3 milhões em 2004 — uma diferença de 1,05 milhão.

Em porcentagem, a incidência do trabalho infantil e adolescente, entre brasileiros de 5 a 17 anos, caiu de 11,8% em 2004 para 9,8% em 2009.

Os meninos são maioria, já totalizam são 2,8 milhões do total, enquanto as meninas respondem por 1,45 milhão do número de postos classificados como trabalho infantil.

Dois terços das meninas e meninos que trabalham estão nas grandes cidades, enquanto 34,2% exerce atividade econômica irregular na área rural