O sistema de telefonia móvel é uma das vergonhas nacionais. Assim como o desserviço prestado pela agência reguladora respectiva. No começo, há 20 anos, o serviço era precário. Por isso, não funcionava. Hoje, continua precário. Agora, as “in”operadoras vendem pacotes e não tem condições de atender a demanda eficazmente. Cerca de 25% das reclamações nos Procons em média, são das companhias detentoras da tecnologia móvel. “E aguarde, vem aí a 4G”, anunciam as empresas aos quatro cantos. Mas, a frustração continuará a atormentar os consumidores.
A história de vender “n” megas de internet e não entregar para o pobre consumidor do serviço é contra-argumentada pelas operadoras por uma brecha na legislação. E, por conta disso, o estelionato fica liberado geral. Sem falar nas manchas negras no sistema celular, nas quais os celulares não funcionam por falta de sinal. Em plena Esplanada dos Ministérios há locais em que o sinal não se estabelece. Como buracos negros.
Com a palavra a autoridade federal. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que se encontra em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos, no conhecido Vale do Silício, concedeu entrevista, nesta quinta, 19, para dizer que as operadoras não foram pegas de supetão. Quer dizer que elas já sabiam que seriam suspensas.
"Foram feitos vários contatos com as empresas e elas foram avisadas que haveria medidas", um cidadão atento concluiria que foi feito um comunicado político. Na base do estamos trabalhando. A partir de segunda, 23, a venda de novas linhas das “in”operadoras Tim, Claro e Oi, nos estados onde elas apresentam mais problemas, foram proibidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
E pensar que a missão da instituição é defender o consumidor...
O que faz a Anatel é realizar uma “pseuda” regulagem do setor em meio a um marketing institucional. Na base, de que o governo está de olho. E está trabalhando. Se não fosse a ação mais veemente do Procon-RS, continuaria tudo como estava. A impressão é que anteciparam uma atitude da Anatel em prol do consumidor. A qual foi antecipada, mas demorou.
A seguir um texto enviado pela TIM aos usuários:
"Sobre as notícias recentes, informamos que continuamos investindo para garantir a qualidade dos serviços e sua satisfação. Obrigado por ser cliente TIM."
Com a palavra um usuário: "Garantir qualidade... Qual qualidade?", pergunta um usuário.




