O jurista Arnaldo Süssekind, um dos ícones do direito do trabalho, morreu, na manhã desta segunda-feira (9), dia em que completou 95 anos. Süssekind era o único remanescente da comissão nomeada pelo presidente Getúlio Vargas para elaborar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo o Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ), ele morreu em consequência de insuficiência respiratória, seguida de parada cardiorrespiratória.

Süssekind tinha 24 anos quando, em 1942, atuou na redação da CLT. Ele foi ministro do Trabalho e Previdência Social no governo Castello Branco, entre 1964 e 1965, atuou como procurador-geral da Justiça do Trabalho e foi ministro do Tribunal Superior do Tranbalho (TST) entre 1965 e 1971.

De acordo com o TRT-RJ, o jurista fez parte da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, da Academia Iberoamericana de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social e da Acadamia Luso-Brasileira de Direito do Trabalho. Além disso, pertenceu a mais de 18 associações culturais e científicas nacionais e estrangeiras, entre elas a Comissão de Peritos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

O velório será realizado no Centro Cultural do TRT-RJ, na Avenida Presidente Antonio Carlos, no Centro do Rio.