O Rio de Janeiro é o primeiro Estado brasileiro a acabar com as carceragens dentro de delegacias de polícia. O governador Sérgio Cabral e o coordenador de infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, inauguraram, nesta sexta-feira, a Cadeia Pública Hélio Gomes, em Magé, gerando as vagas suficientes para presos que antes aguardavam julgamento nas delegacias distritais em todo o Estado.

"Este é um marco histórico para o nosso Estado. A partir de hoje, nenhum detento ficará aprisionado em delegacias de polícia. Este é um resultado que, hoje, está absolutamente consolidado, a partir do trabalho da Secretaria de Administração Penitenciária", afirmou o governador.

Cabral destacou a importância da concretização das cadeias públicas e do fim das carceragens em delegacias para os direitos humanos. "As pessoas, talvez, não tenham noção do que significa isso em termos de direitos humanos, de conquista para a população de todo o Estado do Rio de Janeiro. O que a sociedade deseja? Que aqueles que cometam um crime sejam punidos, que respondam por isso dentro do Estado de Direito democrático e, no momento em que eles são aprisionados, que o sejam com dignidade, para que o Estado seja capaz de dar o cumprimento da pena e a possibilidade de ressocialização com condições dignas."

O governador completou: "Hoje, o trabalho é feito de maneira completa. Aqui ao lado, nós temos uma colônia agrícola, há presos trabalhando, ajudando a sociedade de Magé, ajudando a sociedade fluminense na área ambiental, recebendo salário para isso, se qualificando. Temos, portanto, outro nível de trabalho. Aqui, em Magé, o padrão anterior era de 70 presos por cela. Hoje, são seis presos por cela. Tem espaço para o preso que tenha o seu direito à companheira, para o convívio pessoal, íntimo, e com dignidade", disse Cabral, anunciando ainda que, no mês de agosto, será inaugurada a Delegacia Legal do município de Magé.

"Esse espaço dará ao preso uma condição digna de vida. Lá ele vai poder se qualificar profissionalmente para que possa ser inserido no mercado de trabalho logo após ganhar liberdade", declarou o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Antônio Claret.