O Pará continua sendo o maior gerador de empregos formais da região Norte e a maioria destes empregos é gerada no interior do estado. É o que revela pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA). Do saldo total de postos de trabalhos alcançado pelo Pará (10.962 postos) nos primeiros quatro meses de 2012, cerca de 24% (2.628 postos) foram obtidos na região metropolitana de Belém e cerca de 76% (8.334 postos) foram gerados no interior.

Os balanços efetuados pelo Dieese/PA mostram que o emprego formal no Pará tem crescido muito mais no interior do estado do que na região metropolitana de Belém.Segundo as análises, do saldo total de postos de trabalhos alcançado pelo Pará (50.726 postos) nos últimos 12 meses, cerca 34% (17.362 postos) foram obtidos na região metropolitana de Belém e cerca de 66% (33.364 postos) foram gerados no interior do estado.

Os balanços efetuados pelo Dieese/PA mostram que o emprego formal no Pará tem crescido muito mais no interior do estado do que na região metropolitana de Belém. O Balanço efetuado pelo Dieese sobre a trajetória do emprego formal no Pará mostra que no mês de abril de 2012, no comparativo entre admitidos e desligados, o saldo do emprego com carteira assinada foi positivo, com a geração de 4.662 postos de trabalhos, puxados principalmente pelos setores de Serviços, Comércio, Construção Civil, Agropecuária e Extrativa Mineral.

As análises do Dieese mostram ainda que no mês de abril, em toda a região Norte, o saldo positivo de empregos formais (comparativo entre admitidos e desligados) foi de 4.097 postos de trabalhos, número inferior ao montante alcançado pelo Pará. Isto se deve aos saldos negativos de empregos verificados em alguns estados da região no período.

Nos primeiros quatro meses de 2012 (janeiro a abril) foram feitas em todo o estado 118.980 admissões contra 108.018 desligamentos, gerando um saldo positivo de 10.962 postos de trabalhos no setor formal da economia, com um crescimento de 1,58 % no número de postos de trabalhos.

O setor com maior destaque na geração de empregos formais foi a Construção Civil, com saldo positivo de 4.606 postos de trabalhos, seguido do setor Serviço, com a geração de 3.994 postos de trabalhos; do setor Comércio, com saldo positivo de 1.496 postos de trabalhos; do setor Extrativo Mineral, com saldo positivo de 972 postos de trabalhos e do Setor da Agropecuária, com saldo positivo de 767 postos de trabalhos.

Dos estados que compõem a região Norte, no comparativo entre admitidos e desligados, a maioria apresentou crescimento de empregos formais, as exceções foram Rondônia com a perda de 178 postos de trabalhos e o Amazonas com a perda de 537 postos de trabalhos.

Entre os estados do Norte que apresentaram crescimento do emprego formal nos primeiros quatro meses de 2012, o maior destaque foi o Pará, com a geração de 10.962 postos de trabalhos no período, seguido do estado do Tocantins, com saldo positivo de 5.590 postos de trabalhos gerados e do Amapá, com saldo positivo de 1.012 postos de trabalhos. Da região Norte, o Pará foi o responsável por cerca de 60% dos empregos gerados.

As análises do Dieese também mostram que em 2012 (de janeiro a abril) em todo o Norte no comparativo entre admitidos e desligados foram feitas 298.186 admissões contra 279.905 desligamentos gerando um saldo positivo de 18.281 postos de trabalhos . Deste saldo total da região Norte o estado do Pará foi responsável por cerca de 60 % dos empregos gerados