O Paraná é o segundo estado que mais registra denúncias envolvendo o uso de raio lasers contra aviões, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos. Depois de São Paulo, que tem 145 casos neste ano, o Paraná contabiliza 82 ocorrências.

A maioria deste tipo de incidente acontece em Londrina. Do total de 82, 55 são registradas no Aeroporto Governador José Richa. As demais são: nove em Curitiba, oito em Foz do Iguaçu e uma em Maringá.

Em todo o ano passado, foram registrados 332 casos de uso de laser contra aviões no Brasil e 111 deles, foram em Londrina.

De acordo com a gerente de navegação do Aeroporto de Londrina, Cláudia Venâncio, apontar esse feixe de luz para aviões que estão voando pode ter “consequências desastrosas”.

“Apontando essa luz para a cabine do piloto, vai aparecer um clarão dentro da cabine, o que pode deixar o piloto momentaneamente cego. Isso acontece normalmente nas aproximações, onde o piloto é obrigado a enxergar a pista para prosseguir pra pouso. Se isso não acontece, ele tem que fazer outros procedimentos dentro da aeronave, provavelmente arremeter a aeronave”, explicou.

Ainda segundo Venâncio, campanhas estão sendo realizadas na cidade para disseminar informações sobre os perigosos deste tipo de atitude.