O deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) garantiu, em entrevista ao CadaMinuto, que apesar das ameaças e esperneio dos seus colegas de parlamento, o trabalho realizado por ele na Assembleia Legislativa de Alagoas terá continuidade. Ontem (16), após uma tensa discussão na Sessão Ordinária, o presidente da Casa de Tavares Bastos, Fernando Toledo, cogitou – em entrevista à imprensa -a possibilidade de abertura de um processo por quebra de decoro contra Caldas.
Segundo JHC, esse discurso de cassação é antigo e as mesmas declarações foram dadas na época que a polêmica Gratificação de Dedicação Excepcional (GDE) estampou os principais jornais do estado. “Todas as vezes que alguém bate de frente e exige o cumprimento do regimento, essa conversa de quebra de decoro surge do nada. Fiz as colocações totalmente respaldado. Agora, quando contrariados eles têm essa postura. É lamentável”, frisou.
O parlamentar alertou que se fazia necessário, no mínimo, melhores discussões sobre o Projeto de Lei do Executivo que transferiu R$ 15 milhões do Detran para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). “É o dinheiro do povo que está sendo utilizado. Um projeto em regime de urgência tem um prazo regimental e legal. É o natural. Não devemos aceitar nenhuma postura duvidosa”, pontuou.
Com o Projeto de Lei, o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), pretende concluir as obras de duplicação da rodovia AL-101 Sul. “Em nenhum momento eu disse que ia votar contrário ou favor. No momento da discussão, o presidente não deixou me colocar. Era meu direito e o tive usurpado. Continuarei realizando meu dever acima de qualquer questão pessoal. Pode ter certeza”, garantiu JHC.
Em aparte na Sessão desta quarta-feira, JHC disse que a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deu parecer favorável ao PL do Executivo não aconteceu, o que gerou imediatamente discussão entre os colegas. “Foi uma reunião fantasma. Isso não aconteceu. Era necessária, segundo o regimento, a realização de outros tramites legais”, alertou. O parlamentar solicitou que a discussão fosse suspensa até que respostas oficiais chegassem ao seu Gabinete.
Em seguida, Jeferson Morais (DEM), que compõe a CCJ e que ora presidiu a comissão no lugar do presidente Joãozinho Pereira (PSDB) na última terça-feira (15), garantiu que a reunião aconteceu e que João Henrique deveria ter atenção em suas colocações. “Eu não quero que você (JHC) seja meu amigo, mas é necessário ter respeito ao meu mandato e à minha conduta, no mínimo”, questionou Morais.
Visivelmente nervoso, Joãozinho Pereira, disse que a Casa de Tavares Bastos não era o local para promoção pessoal e as pessoas que desejarem aparecer deveriam colocar uma melancia na cabeça e andar pelas ruas da cidade de Maceió. “JHC fez um aparte totalmente infeliz. Essa casa aqui merece respeito e os seus pares exigem isso”, colocou o tucano ao final da sessão.
