Uma doença ainda não identificada causou a morte de duas detentas no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (CERESP) de Ipatinga, no Vale do Aço, de acordo com Secretaria de Estado de Saúde. A secretaria reconheceu situação de surto nesta sexta-feira (11) e informou que um óbito aconteceu na data e outro no dia 8.
Outras oito detentas e dois agentes penitenciários – uma mulher e um homem – estão hospitalizados porque apresentaram os mesmo sintomas. De acordo com o governo a doença se caracteriza por febre, vômito, pressão baixa e prostração.
Depois dos primeiros sinais, o quadro de saúde das vítimas se agravou rapidamente e os óbitos aconteceram em 24 e 48 horas. As detentas que morreram conviviam na mesma cela.
Em função da situação de surto, as visitas de familiares foram suspensas. As presas e funcionários do Ceresp tiveram amostras laboratoriais coletas para a realização de exames da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Por meio de nota oficial, foi divulgado que medicação para meningite e gripe aguda foi adotada.
A secretaria afirma que, inicialmente, o surto está restrito a uma cela, mas as medidas são necessárias para evitar aumento do número de casos e expansão para os outros setores da instituição.