Este ano a disputa será bastante acirrada pelas 15 vagas de vereador na Câmara Municipal de Arapiraca em razão do alto salário mensal de chega a R$ 30 mil mensais incluindo verba de gabinete da ordem de R$ 10 mil mensais para gastar a vontade. A informação é de um vereador que pediu para não ter o seu nome divulgado.
Os integrantes da Mesa Diretora são mais privilegiados com gratificações, disponibilidade de maior número de assessores e o presidente dispõe de carro oficial de luxo e cota de combustíveis.
“Os R$ 30 mil mensais independente de qualquer barganha para aprovar projetos de interesse do Executivo podendo o salário ser aumentado de forma bastante significativa quando ocorre” completou o político que tem interesse de alçar vôos mais altos na vida pública e manter seu espaço político no Legislativo da segunda maior cidade do Estado com outro membro da família.
Os altos salários transformaram a vida da maioria dos vereadores arapiraquenses como num passe de mágica. Até os de primeiro mandato tiveram um aumento em grande dimensão de seus patrimônios.
Alguns tiveram a oportunidade de construir verdadeiras mansões, compraram fazendas e implantaram empresas comerciais. Um dos vereadores de primeiro mandato possuí fazendas para criação de peixes em um município da região do Baixo São Francisco.
Tem vereador que está no terceiro mandato que além de inúmeros bens e imóveis adquiridos possuí um haras dotado de toda estrutura e modernidade com cavalos de alta linhagem. Há pouco mais de 15 anos atrás levava vida modesta sem nenhuma ostentação sem riquezas morando em casa simples que não dispunha nem de garagem.

Tudo em beneficio próprio

Muito dinheiro público disponibilizado e pouca ou quase nenhum retorno é contabilizado em beneficio da população ou defesa dos grandes pleitos de Arapiraca. A população sofre sem saneamento básico, com os esgotos correndo a céu aberto em pleno centro da cidade. A violência toma conta de todos os recantos do município em níveis inaceitáveis.
Os postos de saúde sem médicos nas especialidades mais procuradas pela população carente e desassistida das ações de políticas públicas. O município com uma população estimada em 202.398 habitantes sofre com o racionamento de água há mais de duas décadas. O fornecimento de energia elétrica através da Eletrobrás sofre constantes baixas provocando prejuízos com a danificação de equipamentos e eletrodomésticos e eletrônicos.
Dispondo de um alto salário os vereadores apenas realizam uma ou duas sessões ordinárias por semana, comumente nas terças-feiras no horário noturno. Nas sessões as galerias sempre estão vazias a população não acompanha, tampouco cobra as ações em seu beneficio.
As sessões das quartas-feiras geralmente não são realizadas por falta de quorum para apreciação das matérias em pauta. O encontro se resume apenas para a realização da chamada e o anuncio pelo presidente da Mesa Diretora das ausências algumas justificadas outras não.
Um dos mais faltosos na atual legislatura é o vereador Daniel Rocha (PTB) vice-presidente da Mesa Diretora e filho da deputada federal Célia Rocha (PTB). Segundo comentários de bastidores, Daniel Rocha não vai para a reeleição em razão da pré-candidatura de Célia Rocha a Prefeitura de Arapiraca pela terceira vez. Se a mãe for eleita, Daniel Rocha teria pretensões de em 2014 disputar umas das vagas para a Casa de Tavares Bastos. Este seria o projeto político.

Custo de campanha

Os custos de uma campanha eleitoral por uma das 15 vagas no Legislativo de Arapiraca a cada ano é mais onerosa, sobretudo para os novos candidatos e que não contam com as benesses da máquina administrativa. Para a maioria dos atuais vereadores os custos de campanha não é problema e pode chegar a R$ 500 mil.
Um veterano vereador por Arapiraca para reconquistar seu mandato na eleição de 2008 vendeu uma imensa propriedade rural, felizmente consegui seu objetivo e teve retorno com lucro nos quatro anos de mandato. Esse vereador apesar de cinco mandatos quer continuar no poder e já está em campanha.
O vereador Adalberto Saturnino, (PMDB) no primeiro ano de mandato na atua legislatura, revoltado com a ausência nas sessões dos companheiros vereadores, afirmou em entrevista ao jornalista Adalberto Custódio, que a Câmara de Arapiraca era uma verdadeira “Casa de mãe Joana”. Escolhido para presidir a Casa um ano depois mudou o discurso e esqueceu o discurso.