A dengue e seus vários tipos de virus são motivos de preocupação por todo o Brasil. No Estado de Alagoas a história não é diferente e diante dos primeiros dados registrados em 2012, ficou confirmado um aumento de 11% no número de casos. Diante desse número alarmante, o trabalho de combate e prevenção, que já existe, será reforçado.
De acordo com o Núcleo de Dengue da Secretaria de Estado de Saúde (SESAU), 4.286 casos já foram registrados em 2012. Numa comparação com o mesmo período de 2011, onde o número era de 3.849, um aumento de 11% foi confirmado.
Porém, o número de mortes comparados os últimos dois anos apresenta uma significativa melhora para a atual temporada. Até o momento foi registrada apenas uma morte em 2012 e mais três casos sendo investigados, enquanto o mesmo período de 2011 já mostrava um quadro com sete óbitos.
Ainda de acordo com a Secretaria, dos 102 municípios alagoanos, 14 apresentam um nível de contaminação alto. Desses 14 municípios, 10 estão localizados entre as zonas do Agreste e Sertão alagoano, exemplos das cidades de Pariconha, Delmiro Gouveia, Mata Grande, Canapi, Dois Riachos, Inhapi, Jacaré dos Homens, Major Isidoro, Santana do Ipanema, Senador Rui Palmeira, Canapi e Inhapi.
Apesar do combate constante, a secretaria de Estado da Saúde e as secretarias municipais demonstram preocupação, uma vez que além das transmissões de vírus mais conhecidas, casos da dengue clássica e hemorrágica, mais um foi registrado. O vírus 4 chegou e já preocupa.
Diante do trabalho de combate e prevenção que já existe, a diretora da Vigilância Epidemiológica da SESAU, Cleide Moreira, afirmou que o trabalho está sendo reforçado e novas ações, planejadas para diminuir os números da dengue em Alagoas. “O aumento nos números de casos de dengue (11%) já era esperado, mas por outro lado, o número de óbitos diminuiu. Isso de certa forma mostra que o trabalho de combate, prevenção e principalmente de atendimento está sendo feito”, disse.
Com relação ao atendimento aos pacientes com suspeita e confirmação de dengue, uma parceria do governo Estadual com o Ministério da Saúde está capacitando médicos, principalmente nos municípios do interior alagoano, para adotar um padrão no atendimento aos pacientes. Em conjunto com a capacitação dos médicos, o Estado está montando uma rede de suporte laboratorial, que irá facilitar a descoberta da doença e acelerar o tratamento da dengue, principalmente nas zonas rurais.
Cleide Moreira reforça que os focos dos mosquitos da dengue são muitos e fáceis de encontrar, mas para combater esse mal, é preciso um trabalho conjunto em três frentes que não condizem apenas ao poder público. “É muito importante destacar as três frentes que trabalhos. Primeiro, os agentes de prevenção estarem em condições de trabalho e preparados para isso. Segundo, a organização do serviço de atendimento e capacitação dos médicos para tratamento e por último, mas não menos importante, a ação conjunta do Estado, dos municípios, de órgãos dispostos a ajudar e principalmente da vontade e conscientização da população, que é quem mais sofre com esse problema”, finalizou.
A SESAU espera que, com a intensificação do combate a dengue não apenas na capital alagoana, mas também nos municípios do interior do Estado, com um trabalho conjunto, o balanço final de casos registrados e mortes diminua de forma considerável.
