As raposas políticas de Alagoas dizem que até parece cedo, mas quem joga o jogo da política agora visa mesmo 2014. Renan Calheiros, Benedito de Lira,Fernando Collor, Teotonio Vilela, Thomaz Nonô e até o engenheiro Luciano Barbosa sonham com um lugar no pódio, seja como governador ou senador. Isso sem falar no ex-governador Ronaldo Lessa e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida.

Para Renan, Biu e Nonô a pole position é o governo de Alagoas. Também pode ser incluído nesta listagem Luciano e Cícero.

Luciano, o prefeito mais bem avaliado de Alagoas e que figura na relação dos “dez mais do Brasil”, pode se constituir no fato novo da política do Estado. Apenas, tem quase oito anos como prefeito de Arapiraca e podendo ainda se fortalecer ainda mais se reconduzir a deputada federal Célia Rocha à prefeitura de Arapiraca.

Arapiraca é uma cidade que sonha ter uma participação direta na majoritária. Chegou a ter uma oportunidade com Ceci Cunha, mas ela renunciou à condição de candidata a vice-governadora do então candidato à reeleição Manoel Gomes de Barros.

Agora, com o engenheiro Luciano Barbosa, a chance é maior. Seu nome é forte tanto para ser candidato a governador como entrar na disputa do Senado, onde vislumbra a disputa entre Teotonio Vilela e Collor. Não deixa de ser um clássico na política alagoana.

Entretanto, não podemos esquecer da vereadora e ex-senadora Heloisa Helena, que prepara para 2014 um novo projeto ao lado da presidenciável Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente.

Dependendo da eleição municipal, Cícero Almeida também pode ensaiar sua candidatura ao Senado. Mas o seu sonho de consumo é mesmo ser governador de Alagoas, podendo esperar para 2018, no caso de Renan Calheiros entrar na disputa.

Benedito, com mais quatro anos de mandato em 2014, pode arriscar sua candidatura a governador. Porém, não pode esquecer ele do democrata Thomaz Nonô, que entra na fila como candidato a governador numa reeleição. Nonô é muito diferente de Mano, num estilo completamente diferente de fazer política.

Teotonio, que tentará ocupar a cadeira que já lhe pertenceu por três mandatos no Senado, precisa melhorar a imagem de tartaruga na administração e diminuir a violência no Estado.

Na condição de usineiro, tem todo apoio dos colegas, principalmente do cunhado João Tenório, ex-senador. Nunca uma administração teve tanto usineiro no poder como a do tucano Teotonio Vilela. Até a chave do cofre das finanças do estado vem sendo dirigindo ao longo de sua gestão pela classe do açúcar: primeiro foi Fernanda Vilela, irmão de Téo e esposa de João Tenório, depois assumiu Mauricio Toledo, representando um grupo forte do setor, sua família.

Os usineiros sempre foram os financiadores de campanha, agora estão querendo ocupar a função de gestores.

Se o Benedito de Lira for bem sucedido na disputa ao governo, quem assume é o usineiro Givago Tenório, da Triunfo, que já deu um senador por quatro anos: João Tenório, que assumiu, na condição de suplente, a vaga de Teo quando este saiu para assumir o governo.

O único que não tem vincula como usineiro é Thomaz Nonô, mas é plantador de cana e sempre transitou bem na classe, inclusive sendo financiado em suas campanhas a federal.

Assim, todos estão de olho em 2014 e trabalham para eleger o maior número de prefeitos, principalmente de Maceió e Arapiraca.