Pelo que parece, a trama para executar dois parlamentares alagoanos não foi esquecida pelo suplente de deputado estadual, Cícero Ferro (PMN), apontado como o ‘cabeça’ do esquema. Durante sua passagem, na tarde de ontem, pela Polícia Federal, Ferro conversou com a reportagem do CadaMinuto, quebrou o silêncio e pela primeira vez falou sobre o documento – segundo a PF, falso – que o apontava como autor intelectual.
O suplente prestou depoimento ao delegado da Polícia Federal, Políbio Brandão, e tentou evitar a imprensa, quando questionado sobre o assunto, mas diante da persistência, Ferro falou sobre algo que o incomoda desde janeiro deste ano. Segundo ele, a trama arquitetada para executar Dudu Hollanda e Maurício Tavares é uma ‘besteira’ que aconteceu no passado bem recente. “Isso aconteceu e espero que a justiça adote as medidas cabíveis e necessárias. É o que quero”, comentou o suplente.
Indagado pela reportagem do CadaMinuto se o arquivamento das investigações pela Polícia Civil alagoana o faria esquecer de todo o desgaste que sofrera diante das acusações, Ferro pensou por alguns segundos e garantiu. “Esquecer tudo que eu passei? Nunca. Jamais!”, frisou e, em seguida, entrou em seu carro que o aguardava com dois seguranças.
O plano
A Polícia Federal de Pernambuco comunicou a Polícia Civil de Alagoas as informações de um suposto plano para assassinar os deputados Maurício Tavares e Dudu Hollanda. Tavares, que estava viajando pela Europa, foi “descartado” pelo grupo de pistoleiros, composto por policiais militares, já Dudu seria morto na noite de réveillon. Cícero Ferro foi apontado como o mandante dos atentados.

