Três dias após o acidente com parapente que matou a jovem Priscila Boliveira, de 24 anos, o instrutor de voo Alan Figueiredo, que estava com a jovem, continua em estado de choque e sem condições de falar. Quem afirma é a irmã do instrutor, a advogada Fabíola Figueiredo. Segundo ela, o irmão chora o tempo todo e passa a maior parte do dia no quarto. De acordo com a polícia, Alan Figueiredo foi indiciado por homicídio culposo.
Priscila era irmã do ator Fabrício Boliveira, que atuou no filme “Tropa de Elite 2”. Ela sofreu uma queda de aproximadamente 20 metros após saltar da rampa da Pedra Bonita, em São Conrado, na Zona Sul, no domingo (25). Um relatório elaborado pelo Clube São Conrado de Voo Livre (CSVL) apontou que houve negligência do instrutor.
“O meu irmão ainda não tem condições de falar, ele está em estado de choque e muito abalado com o que aconteceu. Ainda é muito recente. Ele chora o tempo todo, está mal e não sai de dentro do quarto. Ele está fazendo tratamento e está sendo bem assistido. Assim que ele estiver melhor vamos marcar uma coletiva e esclarecer tudo”, afirmou Fabíola ao G1 nesta quarta-feira (28).
Fabíola contou que a família ainda procura por um advogado para defender o irmão. No domingo, ele chegou a ser representado por Marco Aurélio dos Santos Gomes de Araujo, advogado do Clube São Conrado de Voo Livre. No entanto, Marco Aurélio deixou o caso após o clube anunciar o afastamento de Alan do quadro de instrutores por tempo indeterminado.
Ainda de acordo com a irmã, a família pretende conversar com o delegado Fábio Barucke, titular da 15ª DP (Gávea), para agendar o novo depoimento do instrutor na delegacia, esperado na próxima sexta-feira (30). Alan foi intimado novamente para falar sobre o paradeiro da câmera que estava com Priscila durante a decolagem. Imagens gravadas por um cinegrafista amador mostram a jovem com o equipamento.